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Criminosos aproveitam festas juninas para aplicar golpes

Criminosos aproveitam festas juninas para aplicar golpes

Especialistas destacam riscos em compras de ingressos, pagamentos digitais e promoções falsas durante o período de festas juninas

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Com a chegada das festas juninas e o aumento da circulação de pessoas em quermesses, arraiais e grandes eventos de São João em todo o país, especialistas em cibersegurança alertam para golpes digitais que costumam se intensificar nesse período. A ESET explica que a combinação entre pagamentos rápidos via Pix, uso de QR Codes e compras realizadas pelas redes sociais cria oportunidades para criminosos explorarem a distração e o grande volume de transações típicas da temporada.

De acordo com a companhia, os golpes mais comuns nesta época incluem venda de ingressos falsos, perfis fake de festas populares, promoções fraudulentas nas redes sociais e QR Codes adulterados utilizados em pagamentos digitais.

"Muitas pessoas realizam pagamentos de forma mais impulsiva durante festas e eventos, especialmente em ambientes movimentados. Criminosos aproveitam justamente esse senso de urgência e distração para aplicar golpes envolvendo Pix, links falsos e QR Codes maliciosos", informa Matheus Pollini, especialista em segurança da informação da ESET Brasil.

Segundo a empresa, entre as fraudes que merecem atenção está o Quishing, golpe que utiliza QR Codes para direcionar vítimas a páginas falsas capazes de roubar dados bancários, credenciais de acesso ou até instalar malware nos dispositivos. A prática pode ocorrer tanto em anúncios online quanto em materiais físicos espalhados em festas e estabelecimentos.

Outro risco comum durante o período, destaca a ESET, envolve anúncios falsos divulgados nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Em muitos casos, criminosos criam perfis que imitam festas conhecidas, utilizando identidade visual semelhante à oficial para vender ingressos inexistentes ou solicitar pagamentos antecipados via Pix.

Além disso, o especialista reforça que promoções falsas de comidas típicas, sorteios de ingressos e supostos "correios elegantes digitais" enviados por aplicativos também podem ser usados para induzir usuários a clicar em links maliciosos ou informar dados pessoais.

Para aproveitar as festas juninas com mais segurança, a ESET recomenda:

  • Verificar se os perfis de eventos e organizadores são oficiais antes de realizar pagamentos;
  • Evitar comprar ingressos por links recebidos via WhatsApp ou redes sociais sem confirmação da procedência;
  • Conferir QR Codes antes de escanear e desconfiar de códigos improvisados ou colados sobre outros;
  • Priorizar pagamentos realizados diretamente em aplicativos oficiais de bancos e plataformas reconhecidas;
  • Nunca fornecer senhas, códigos de autenticação ou dados bancários após acessar links enviados por desconhecidos;
  • Manter o celular atualizado e protegido com soluções de segurança confiáveis;
  • Ativar autenticação em dois fatores (2FA) em aplicativos financeiros e redes sociais.

Mais um ponto de atenção durante festas juninas e grandes quermesses, de acordo com a empresa de cibersegurança, é o uso de conexões públicas e tecnologias de aproximação em ambientes lotados. Redes Wi-Fi abertas podem ser exploradas para interceptação de dados e criação de pontos de acesso falsos, enquanto recursos como NFC e Bluetooth ativos facilitam tentativas de golpes envolvendo pagamentos por aproximação ou conexões não autorizadas entre dispositivos.

"Em locais cheios e com muita movimentação, as pessoas tendem a prestar menos atenção às configurações do celular e aos detalhes das transações. Por isso, medidas simples, como desativar NFC, Bluetooth e Wi-Fi quando não estiverem em uso, ajudam a reduzir significativamente os riscos", destaca Pollini.

O especialista acentua ainda que, caso o usuário perceba movimentações suspeitas ou identifique que caiu em um golpe, a recomendação é agir rapidamente: bloquear cartões e contas, entrar em contato com o banco, alterar senhas comprometidas e registrar boletim de ocorrência.

"Golpes digitais costumam explorar momentos de descontração. Durante festas populares, quando as pessoas estão mais focadas na experiência e menos atentas aos detalhes, criminosos encontram oportunidades para agir", conclui.

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