Pular para o conteúdo

Digite ao menos 2 caracteres para buscar.

Notícias Corporativas 3 min de leitura

Iniciativa amplia combate ao feminicídio no Brasil

Com participação dos três Poderes, o Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio busca ampliar políticas de prevenção e responsabilização em casos de violência de gênero.

Iniciativa amplia combate ao feminicídio no Brasil

O Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, também apresentado institucionalmente como Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio, é uma iniciativa que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário em torno de compromissos para ampliar a prevenção, o enfrentamento e a responsabilização nos casos de violência contra mulheres no país. O acordo prevê atuação articulada entre os três Poderes com foco no fortalecimento de políticas públicas e na proteção de mulheres e meninas em situação de violência.

A iniciativa foi formalizada em 4 de fevereiro de 2026, em Brasília, com a assinatura do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin.

O documento estabelece compromissos institucionais voltados à ampliação da eficácia das medidas de proteção às vítimas e ao fortalecimento de ações voltadas ao enfrentamento do feminicídio. Segundo o texto do pacto, a iniciativa prevê cooperação entre os Poderes "para a adoção de ações de enfrentamento do feminicídio e para a garantia da vida de mulheres e meninas, em toda a sua diversidade".

Pacto entre os três Poderes para enfrentar o feminicídio

O pacto estabelece que Executivo, Legislativo e Judiciário atuem de forma harmônica e cooperativa, respeitando as competências constitucionais de cada Poder, com o objetivo de ampliar políticas públicas de prevenção da violência de gênero e fortalecer mecanismos de responsabilização nos casos de violência contra mulheres.

Entre os objetivos listados no documento estão a adoção de medidas voltadas à proteção de mulheres e meninas, a promoção de informação pública sobre direitos e prevenção da violência baseada em gênero e o fortalecimento de instrumentos institucionais de enfrentamento ao feminicídio.

Entre as diretrizes previstas no pacto estão:

  • cumprimento célere das medidas protetivas de urgência
  • fortalecimento das redes de enfrentamento da violência contra mulheres
  • promoção de informação pública sobre direitos das mulheres
  • responsabilização de autores de violência contra mulheres e meninas
  • transformação da cultura institucional para garantir igualdade de tratamento entre mulheres e homens
  • promoção de ações de informação e capacitação com perspectiva de gênero
  • enfrentamento da misoginia, do machismo estrutural e da violência contra mulheres em ambientes digitais

O documento também prevê a criação de um Comitê Interinstitucional de Gestão, responsável por desenvolver, articular, monitorar e avaliar as ações relacionadas ao pacto. O colegiado contará com representantes indicados pelos três Poderes e terá coordenação exercida pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

Monitoramento das políticas e integração de dados

Entre os compromissos previstos no pacto está o acompanhamento das políticas desenvolvidas no âmbito da iniciativa. O documento estabelece o monitoramento das ações e a publicação de relatório anual sobre a efetividade das políticas voltadas ao enfrentamento do feminicídio.

O texto também menciona a produção e o compartilhamento de informações entre instituições públicas, bem como o uso de indicadores de gestão que possam auxiliar na identificação de riscos e no aprimoramento das políticas de proteção às mulheres.

Outro ponto previsto é o fortalecimento e a ampliação da rede de atendimento a mulheres e meninas em situação de violência, com funcionamento integrado entre os serviços públicos, desde o registro da denúncia até o acompanhamento das medidas protetivas.

De acordo com o documento oficial, as ações devem ocorrer de forma sistêmica entre órgãos públicos e instituições de justiça, com o objetivo de aprimorar mecanismos de prevenção, proteção e responsabilização relacionados à violência contra mulheres e meninas.

Dados sobre feminicídio no Brasil

O lançamento do Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio ocorre em meio a indicadores que apontam a persistência da violência contra mulheres no país. Informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que, apenas em 2025, a Justiça brasileira julgou cerca de 15.453 casos de feminicídio, o que representa uma média de 42 processos analisados por dia, aumento de 17% em relação ao ano anterior.

Fontes

  1. 01
  2. 02

Versão original desta matéria no portal atual: ler no site antigo.

Assuntos

  • Comunicação
  • executivo
  • legislativo
  • POLÍTICAS
  • sociedade
Compartilhar

Continue lendo

Leia também

Leia também
  • Educadora pede blindagem anti-doutrinação religiosa escolar

    Ativista de políticas educacionais desde 2016, Vasconcellos pretende propor, se eleita, a fiscalização periódica das Diretorias Regionais de Ensino (DREs) quanto ao cumprimento das leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas públicas e privadas do país. Segundo ela, a aplicação da legislação hoje é desigual e concentrada nas disciplinas de humanas.

    3 min de leitura Assunto em comum: executivo
  • TCU alerta: falta de profissionais ameaça governo digital

    O TCU alertou para a dificuldade do governo federal em atrair e reter profissionais de tecnologia responsáveis por serviços como Gov.br e Meu INSS. O órgão recomendou medidas para fortalecer a carreira de Analista em Tecnologia da Informação (ATI), considerada essencial para a transformação digital do país. Segundo a ANATI, sem valorização desses profissionais, aumenta o risco de perda de talentos e de comprometimento dos serviços digitais.

    4 min de leitura Assunto em comum: executivo
  • NR-1 redefine o Setembro Amarelo dentro das empresas

    A campanha de prevenção ao suicídio chega com a gestão de fatores de risco psicossociais, enquanto o país soma 546.254 afastamentos por transtornos mentais em 2025. Vanessa Custodio, doutora em Gestão Humana e Social, explica o que separa o clima organizacional de diagnóstico de risco.

    4 min de leitura Assunto em comum: Comunicação

Time comercial

Fale com um especialista

Duas etapas rápidas: seus dados de contato e, depois, um pouco sobre a sua empresa.

  1. 01 Seus dados
  2. 02 Sua empresa

Seus dados são tratados conforme a Política de Privacidade.

Personalize o que você vê

Escolha suas editorias

A home passa a abrir com um bloco Para você, e as editorias escolhidas sobem para o topo da página. A escolha fica salva só neste navegador — não pedimos cadastro e nada é enviado para nossos servidores.

Editorias de interesse

Nenhuma selecionada