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Maioria dos brasileiros pretende assistir à Copa em casa

Maioria dos brasileiros pretende assistir à Copa em casa

Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil mostra que 86% dos consumidores pretendem acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2026 em casa, e 97% planejam fazer isso acompanhados. O dado impulsiona o consumo de itens voltados a receber convidados durante o torneio.

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A Copa do Mundo de 2026 começou em 11 de junho, com a abertura entre México e África do Sul, no Estádio Azteca. O Brasil entrou em campo no sábado, 13 de junho, contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova York. Para a maioria dos torcedores, o lugar para ver os jogos já estava definido antes mesmo da estreia. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise, mostra que 86% dos consumidores pretendem acompanhar as partidas na própria casa. Apenas 3% pretendem assistir sozinhos.

O percentual de 86% revela um dado complementar: 97% planejam assistir acompanhados. Familiares aparecem em 77% das respostas, enquanto amigos em 60%. Para a maioria dos brasileiros, assistir à Copa em casa é um evento coletivo, com convidados, comida e cozinha em movimento.

Quem assiste em casa também recebe em casa

Os dados de consumo acompanham esse comportamento. Entre os entrevistados que pretendem gastar com a Copa, 68% citaram bebidas não alcoólicas, 62% petiscos, 60% carnes para churrasco e 59% cervejas. Em outra pesquisa, do PicPay, 65% dos brasileiros apontaram o churrasco como o acompanhamento favorito para os jogos. Lanches preparados em casa aparecem em segundo lugar, com 30%. O consumo do torneio se concentra na varanda e na cozinha.

O que faz alguém querer receber bem

Entre os consumidores que planejam receber em casa durante os jogos, o cuidado com o ambiente e com a apresentação dos itens à mesa aparece como parte do ritual de receber. Pesquisas de comportamento registram, no período pós-pandemia, uma mudança no padrão de hospitalidade doméstica: quem recebe passa a planejar com mais atenção o ambiente, os itens à mesa e a experiência do convidado.

Lucas Maia, sócio-fundador da Lumai, marca brasileira de utilidades domésticas, acompanha esse movimento de perto. "Os anfitriões que vão receber gente em casa para ver a Copa estão preocupados em receber bem seus convidados, fazer todos se sentirem em casa para curtir esse momento juntos. É um momento para confraternizar, e tudo o que eles não querem nesse momento é passar perrengue. As pessoas estão mais dispostas a investir em itens de melhor qualidade, até para aproveitar para o período pós-Copa", afirma. Segundo Maia, as buscas por kits de utensílios, bandejas, tábuas de servir e conjuntos de facas cresceram acima da média nas semanas que antecederam a competição.

Os jogos do Brasil e o ritmo das reuniões

O Brasil estreou no sábado, 13 de junho, contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova York. O segundo jogo está marcado para sexta-feira, 19 de junho, às 21h30, contra o Haiti, na Filadélfia. O terceiro acontece na quarta-feira, 24 de junho, contra a Escócia, em Miami. Dois dos três jogos da fase de grupos caem em fim de semana ou véspera, dia ideal para reunir pessoas em casa sem preocupação com a manhã seguinte.

Se o Brasil avançar como primeiro do grupo, o mata-mata começa em 29 de junho. A final está marcada para 19 de julho, um domingo, novamente no MetLife. Entre a estreia e a final, são mais de cinco semanas em que as reuniões domésticas tendem a se repetir a cada rodada do Brasil.

Comprar para a Copa ou comprar para ficar?

"Tem gente que compra qualquer coisa para a Copa, achando que é só para a Copa. Aí, depois do mundial, tudo vai pro fundo do armário, descasca, enferruja. O cliente que pensa diferente é o que sai ganhando. Em vez de comprar a tábua mais barata que vai durar uma temporada, escolhe uma que vai ficar na cozinha pelos próximos cinco anos. O custo por uso é menor", observa Maia. O raciocínio vale especialmente para itens em materiais como bambu, madeira acácia, aço inox e silicone, que suportam contato com calor, água e uso intenso sem perder a função.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) registrou que a edição anterior do mundial gerou alta de cerca de 30% no faturamento de bares e restaurantes na primeira semana de jogos. Em paralelo, o e-commerce de itens para casa aqueceu desde maio. Para marcas do segmento doméstico, o período representa uma janela de consumo com potencial de fidelização: o item adquirido para a Copa tende a permanecer em uso depois do torneio.

A Copa do Mundo de 2026 termina em 19 de julho, com a final no MetLife Stadium. Entre 11 de junho e essa data, mais de 80 milhões de brasileiros acompanham o torneio de dentro de casa, reunindo família e amigos a cada jogo. Os itens que funcionam bem até a final tendem a funcionar também pelo resto do ano.

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DINO Agência de Notícias Corporativas

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