Uma pesquisa recente sobre hábitos de consumo no setor de moda revelou como o brasileiro decide o que vestir, do momento da inspiração até a efetiva ação da compra. O levantamento, apresentado pela Globo durante o Latam Retail Show, mapeou o comportamento do consumidor em diferentes etapas da jornada de compra de roupas no país.
De acordo com os dados apresentados, as redes sociais ocupam papel central na descoberta de tendências, sendo citadas por 54% dos entrevistados como principal fonte de inspiração para composição de looks. Além disso, o estudo mostrou que 18% dos brasileiros compram roupas ao menos uma vez por mês, mantendo um ritmo de consumo relativamente frequente.
Apesar do avanço do comércio eletrônico, que ganha espaço pela conveniência de comprar de qualquer lugar e comparar preços com facilidade, a experiência presencial ainda é preferida por parte considerável do público, muito pela possibilidade de contato sensorial e tátil com as peças antes da decisão final de compra.
Um dos dados mais expressivos do levantamento diz respeito à percepção sobre durabilidade: 58% dos entrevistados consideram que roupas atemporais são mais sustentáveis do que itens de moda rápida, reforçando a busca por peças que atravessam temporadas sem perder relevância.
Sobre esse cenário, Beatriz Lemos, consultora de moda da Anellimn, destaca que essa mudança de comportamento tem impulsionado a procura por peças estruturadas e versáteis no vestuário feminino. "Uma boa calça social feminina é um investimento de longo prazo. Ela atravessa temporadas sem perder relevância, o que conversa diretamente com esse desejo por consumo mais consciente identificado na pesquisa", afirma.
A especialista também comenta sobre a importância de compor looks completos com esse mesmo espírito de durabilidade. "A blusa social feminina segue o mesmo raciocínio: é uma peça que não sai de moda, se adapta a diferentes ocasiões e reduz a necessidade de renovação constante do guarda-roupa", completa.
Esse movimento de valorização de peças atemporais deve seguir influenciando as decisões de compra ao longo dos próximos meses, à medida que o consumidor brasileiro busca equilibrar estilo pessoal com um consumo mais consciente e duradouro.








