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Reforma Tributária: 2026 é ano limite para adequação de TI

Reforma Tributária: 2026 é ano limite para adequação de TI

A implementação da Reforma Tributária exige a adequação da arquitetura tecnológica e dos sistemas legados das empresas antes de 2027. Com o mecanismo de split payment e a validação de créditos fiscais em tempo real, softwares antigos passam a representar risco operacional e de caixa. O processo demanda rastreabilidade total das operações, fim do processamento em lote e reestruturação dos modelos de receita no setor de software e TI.

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A Reforma Tributária impõe mudanças profundas no parque de softwares das empresas. A nova regulamentação estabelece um modelo no qual cada transação precisa ser rastreável, contextualizada e integrada a motores de cálculo dinâmicos.

A introdução do mecanismo de split payment altera a dinâmica financeira e operacional corporativa. Sob esse formato, o recolhimento do imposto ocorre no momento exato em que a transação bancária é realizada. O modelo elimina a viabilidade do processamento em lote no encerramento do mês. Os softwares precisam realizar a reconciliação imediata entre a apuração assistida pela Receita Federal, o extrato bancário da operação e o documento fiscal eletrônico emitido. A ausência de sincronismo entre essas três pontas gera inconsistências fiscais de forma imediata.

Análises do setor financeiro e tributário indicam que bancos e grandes corporações enfrentam o desafio de transformar seus sistemas centrais, exigindo a migração para o processamento orientado a eventos, com um nível de granularidade de dados superior ao suportado pelos legados.

Cronograma regulatório e exigências de auditabilidade

Bernard Appy, economista e ex-secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, destaca que a tecnologia é o pilar central de sustentação desse processo. Appy ressalta que o ano de 2026 concentra os maiores investimentos e o esforço do setor privado para adequar as infraestruturas de software. A preparação tecnológica precisa anteceder a entrada em vigor das novas alíquotas para evitar falhas na emissão de notas e na apuração de impostos.

A auditabilidade dos dados passa a ser uma exigência regulatória rigorosa. Cada etapa do ciclo da informação (da captura inicial no sistema front-end ao reporte contábil e regulatório) deve ser explicável, reexecutável e comprovável. Trilhas de auditoria incompletas, ausência de logs estruturados ou regras fiscais sem a devida documentação técnica aumentam a exposição das empresas a autuações e contingências fiscais.

Impactos no setor de desenvolvimento de software e SaaS

Artigos especializados no segmento de TI e análises sobre o mercado de software e SaaS apontam que, para as empresas que desenvolvem e mantêm soluções de tecnologia, as transformações regulatórias ocorrem diretamente no interior dos próprios produtos:

Sistemas na linha de frente: Módulos fiscais, plataformas SaaS, sistemas de ERP e gateways de pagamento precisam calcular, destacar e auditar as alíquotas de CBS e IBS em tempo quase real. As regras tributárias não podem mais permanecer fixadas de forma rígida no código-fonte, sob risco de inviabilizar atualizações diante de variações de alíquotas por região ou tipo de operação.

Trava de fornecedor e crédito fiscal: A concessão de créditos tributários passa a seguir novos critérios fiscais. A apropriação do crédito de IBS e CBS fica condicionada ao efetivo recolhimento do imposto pelo fornecedor. Se a empresa contratada não quitar o tributo devido, o comprador perde o direito ao crédito da operação. Os softwares de gestão precisam incorporar travas automáticas e mecanismos de verificação da regularidade fiscal da cadeia de fornecedores antes da liberação dos pagamentos.

Revisão de custos e precificação: O modelo de receita das empresas de TI também sofre impactos diretos. A folha de pagamento, principal componente de custo no desenvolvimento de tecnologia, não gera créditos tributários no novo sistema não cumulativo. Isso exige a revisão de contratos vigentes, tabelas de preços e sistemas de cobrança para recalcular o custo líquido das operações e preservar as margens financeiras.

Desafios dos sistemas legados e a aplicação de inteligência artificial

Levantamentos sobre gestão e tecnologia indicam que a maioria das grandes empresas chega a esse momento de transição com sistemas legados consolidados ao longo de décadas. Essas estruturas apresentam acúmulo de débitos técnicos, documentação defasada e integrações frágeis. A adequação dessas aplicações à nova realidade fiscal exige o redesenho do ecossistema computacional, contemplando orquestração de serviços, governança de dados e testes.

A atualização dessas estruturas por métodos manuais e convencionais envolve prazos extensos e orçamentos elevados. Nesse cenário, a Framework Digital atua no alinhamento entre o planejamento de negócios e a execução técnica, com foco no desenho e na execução de jornadas de modernização.

Estudo de caso: modernização com suporte de IA

A viabilidade da modernização de sistemas legados com o suporte de automação e inteligência artificial é demonstrada no projeto realizado para a Unimed-BH. A instituição possuía um parque tecnológico composto por mais de 40 sistemas legados. A estimativa inicial para a atualização desse ecossistema por métodos tradicionais apontava a necessidade de 350 mil horas de esforço e investimentos de R$ 70 milhões.

Com a aplicação de engenharia de software integrada a recursos de inteligência artificial em um dos sistemas críticos da cooperativa, a migração da infraestrutura do .NET 3.1 para o .NET Core 8.0 foi executada sem interrupções operacionais. O projeto atingiu 100% de cobertura nos testes ponta a ponta, com redução de 60% nos custos de modernização e ganho operacional de 67,4%. Além disso, a engenharia reversa apoiada por inteligência artificial gerou uma economia de até 80% nos custos de documentação técnica e uma redução de até 70% no tempo de análise das aplicações.

Atuação integrada na transformação de TI

A adequação das infraestruturas de tecnologia exige das corporações uma resposta que conecte inteligência regulatória a capacidade de execução acelerada. Como resposta, a Framework Digital atua como o parceiro estratégico para essa transição ao estruturar projetos de modernização que unem diagnóstico de arquitetura, engenharia de software e inteligência artificial.

Com uma metodologia que abrange da concepção inicial à entrega em ambiente de produção, a empresa viabiliza a transformação de parques tecnológicos enterprise com continuidade operacional, previsibilidade orçamentária e aderência rigorosa às exigências da Reforma Tributária.

Para mais informações, basta acessar: https://frameworkdigital.com.br/

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