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Notícias Corporativas 3 min de leitura

IA e automação de design avançam no setor de brindes

A adoção de inteligência artificial em alta nas empresas brasileiras chega ao setor de brindes personalizados, com ferramentas de automação de design, atendimento e desenvolvimento de sistemas internos entrando na rotina de produção.

IA e automação de design avançam no setor de brindes

A adoção de inteligência artificial pelas empresas brasileiras atingiu o maior patamar já registrado, e o avanço começa a alcançar o setor de brindes personalizados. Segundo a pesquisa TIC Empresas 2025, realizada pelo Cetic.br, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, a proporção de companhias que usam IA passou de 13% em 2024 para 17% em 2025. Entre as pequenas empresas, faixa que concentra boa parte do mercado de personalização, a alta foi de 10% para 15%.

No setor promocional, a tecnologia tem sido incorporada em frentes distintas da cadeia produtiva. Relatório da Precedence Research, citado pela publicação E-Commerce Brasil, aponta aplicações já em uso na produção sob demanda, como correção de arquivos em tempo real, automação de design a partir das preferências do cliente, previsão de demanda de insumos e análise de dados. A geração de imagem por IA aparece como uma frente própria, apoiada em ferramentas específicas de mercado, enquanto a automação de layout e o atendimento seguem constituem outras frentes de adoção.

Automação de design e criação

Entre as ferramentas voltadas à criação, ganhou destaque em 2026 o Claude Design, da Anthropic, que gera protótipos, apresentações e peças de marketing a partir de descrições em texto, com exportação para plataformas de edição como o Canva. Além da concepção, outras ferramentas de IA passaram a executar tarefas de preparação das artes, como aumento de resolução de imagens, remoção de fundo e vetorização de logotipos — etapas que antecedem a personalização, sem substituir a criação do conceito. A mesma pesquisa do Cetic.br indica que as ferramentas ligadas à linguagem natural lideram a expansão da IA no país, com os recursos de mineração de texto e análise de linguagem escrita subindo de 33% para 38% entre as empresas que já adotam a tecnologia.

Atendimento e sistemas internos

O atendimento ao cliente e o desenvolvimento de sistemas internos formam a segunda frente de adoção. O levantamento do Cetic.br aponta que 60% das empresas que usam IA contrataram fornecedores externos para desenvolver ou adaptar soluções, enquanto o desenvolvimento interno, entre as grandes companhias, subiu de 24% para 37%. É nesse território que parte das empresas de brindes tem concentrado o uso da tecnologia.

A Innovation Brindes, fábrica de brindes corporativos e serviços de personalização em São Paulo, é um exemplo dessa combinação de usos. "A IA entra no atendimento, nos sistemas internos e na preparação das artes, como vetorização e tratamento de imagem; a criação segue com a nossa equipe", afirma Rodrigo Pereira, CEO da empresa. Segundo o executivo, a tecnologia é aplicada a etapas de produtividade e de preparação, enquanto a concepção das artes aplicadas aos produtos permanece humana.

Esse cenário acompanha o estágio atual da adoção no país. Assistentes como o Claude, da Anthropic, e ferramentas correlatas atuam sobre texto, análise, automação de tarefas e preparação de arquivos, enquanto a geração de imagem a partir do zero permanece uma frente à parte, apoiada em ferramentas específicas. Para o setor de brindes, o efeito mais imediato da IA tem aparecido menos na criação do conceito e mais na velocidade das etapas que cercam a produção — do atendimento à preparação da arte —, em linha com os dados do Cetic.br, segundo os quais a automação de processos ainda lidera, com 68% entre as empresas usuárias.

Fontes

  1. 01
  2. 02
  3. 03
  4. 04

Versão original desta matéria no portal atual: ler no site antigo.

Assuntos

  • empreendedorismo
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