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Volta às aulas põe a consulta odontológica infantil em pauta

Volta às aulas põe a consulta odontológica infantil em pauta

Encerrada a primeira edição do Julho Laranja como data oficial do calendário brasileiro, o retorno às salas de aula abre uma nova janela para a avaliação com o odontopediatra e para a observação de sinais que aparecem na rotina escolar.

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Com o fim do recesso e a volta às aulas, a saúde bucal infantil segue em evidência no calendário das famílias. A campanha Julho Laranja, instituída no calendário oficial do país pela Lei nº 15.424/2026, encerrou em julho sua primeira edição como data oficial, estimulando a avaliação ortodôntica anual em crianças de 6 a 12 anos, e a orientação não se esgota com o mês. Levantamentos apresentados ao Senado apontam que o desalinhamento dentário e as más oclusões já superam a incidência de cáries entre crianças brasileiras, condições associadas a problemas respiratórios, dificuldades cognitivas e impactos emocionais que podem afetar o desempenho escolar. É justamente na retomada da rotina de aulas que sinais como sono agitado, desatenção e respiração pela boca se tornam mais perceptíveis para pais e professores.

Primeira consulta deve acontecer com o primeiro dente de leite

A recomendação das principais sociedades de odontopediatria é que a primeira visita ao consultório ocorra no surgimento do primeiro dente de leite. Na consulta, o odontopediatra avalia muito mais que os dentes: observa a gengiva, o palato, o frênulo, o padrão de respiração e o encaixe da mordida ao fechar a boca. O Conselho Federal de Odontologia (CFO) orienta ainda que a primeira avaliação ortodôntica ocorra por volta dos sete anos, mesmo na ausência de queixas, para acompanhar a dentição mista, fase em que dentes de leite e permanentes convivem e os ossos faciais ainda estão em crescimento.

"Na infância, os ossos da face ainda estão em pleno crescimento, e é essa janela que permite guiar o desenvolvimento da arcada e corrigir desvios com mais facilidade", afirma Arlene Moris, CRO (62673), da Morelli, fabricante de materiais ortodônticos.

A preparação em casa também influencia a relação da criança com o consultório. A orientação dos especialistas é tratar o assunto com naturalidade, no mesmo tom de uma consulta com o pediatra: entre os três e os cinco anos, brincadeiras e personagens comunicam melhor que a instrução direta, enquanto dos seis aos dez anos a criança responde bem a explicações simples e honestas sobre o que está sendo feito. É possível conferir mais dicas no Guia para cuidar do sorriso do seu filho.

Sinais na rotina escolar indicam a hora de procurar o odontopediatra

A respiração pela boca, em vez do nariz, é um dos sinais que o odontopediatra costuma perceber antes de qualquer outro profissional. Ao identificá-la nas consultas de rotina, o especialista encaminha a criança ao otorrinolaringologista para investigar a causa, frequentemente ligada a obstruções como adenoide e amígdalas aumentadas ou rinite. A detecção precoce evita que o padrão respiratório incorreto comprometa o desenvolvimento da face e da arcada, além de se refletir na qualidade do sono e na atenção em sala de aula.

Os hábitos de sucção também pedem observação. Chupeta e dedo não são vilões nos primeiros anos, já que a sucção é um reflexo natural que traz conforto ao bebê, mas quanto mais cedo o hábito é interrompido, maior a chance de o próprio crescimento corrigir parte do desvio. Quanto mais tarde, maior a probabilidade de a criança precisar de aparelho no futuro, e alertar as famílias para esse limite é um dos focos do Julho Laranja.

Dentes de leite guardam o espaço dos permanentes

Tratados muitas vezes como descartáveis, os dentes de leite guiam a fala, sustentam a mastigação, participam do desenvolvimento do rosto e reservam o espaço dos dentes permanentes. A perda precoce de um deles está entre as principais causas do uso de aparelho: quando um dente de leite cai cedo demais, os vizinhos tendem a se inclinar para ocupar o espaço vazio. Nesses casos, o odontopediatra pode instalar um mantenedor de espaço para preservar o lugar do permanente e reduzir a necessidade de correções futuras. Mesmo a cárie em dente de leite, quando identificada em estágio inicial, pode ser contida com aplicação de flúor e remineralização, sem necessidade de perfurar o dente.

Com a lei em vigor, a avaliação ortodôntica anual prevista para crianças de 6 a 12 anos segue como orientação permanente, e o início do semestre letivo se apresenta como novo ponto de partida para as famílias que não realizaram a consulta durante o recesso escolar. A Morelli mantém a encontre um dentista: ferramenta de busca que localiza clínicas e profissionais a partir da localização ou do CEP para aproximar as famílias do atendimento odontopediátrico.

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