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Terceirização da limpeza cresce em obras e condomínios

Terceirização da limpeza cresce em obras e condomínios

O segmento de limpeza e conservação foi o que mais avançou no franchising em 2025, e a expansão de condomínios e da construção civil ampliou a procura por empresas especializadas. Cléber Nascimento, sócio proprietário da Atmosfera Serviços, analisa os fatores por trás do movimento e os critérios que síndicos e gestores devem observar na contratação

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A contratação de empresas terceirizadas de limpeza ganhou espaço nas decisões de síndicos, administradoras e gestores corporativos ao longo do último ano, movimento sustentado pela expansão de condomínios, pela retomada da construção civil e pela busca por controle de custos. O segmento de limpeza e conservação liderou o crescimento do franchising brasileiro em 2025, com avanço de 16,8% e faturamento de R$ 2,5 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

O desempenho acompanha o aquecimento mais amplo do setor de serviços no país. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o volume de serviços avançou 1,2% em abril de 2026 na comparação com o mês anterior. A demanda por mão de obra especializada também se refletiu no emprego formal, com saldo positivo de mais de 80 mil vagas nas atividades ligadas à Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Asseio e Conservação (Febrac) entre janeiro e julho de 2025.

De acordo com Cléber Nascimento, sócio-proprietário da Atmosfera Serviços, o avanço da procura reúne fatores operacionais, jurídicos e técnicos. "A crescente demanda por empresas terceirizadas de limpeza é impulsionada por uma combinação de busca por eficiência operacional, redução de riscos jurídicos e a necessidade de um alto padrão técnico. Mão de obra especializada, redução de passivos trabalhistas, equipamentos técnicos para remoção de sujidades e tecnologia específica para acompanhamento das equipes são fatores que têm feito crescer esta busca por empresas terceirizadas", afirma.

O componente jurídico citado pelo especialista tem respaldo na jurisprudência trabalhista. A Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) estabelece a responsabilidade subsidiária do tomador de serviços pelas obrigações trabalhistas não quitadas pela contratada, o que torna a saúde financeira e a regularidade do fornecedor elementos centrais na decisão de contratação.

Do esforço operacional à gestão de contratos

Para Nascimento, a substituição de uma equipe própria por um modelo terceirizado altera a natureza da tarefa administrativa. "Para síndicos, administradores e gestores de empresas, a transição de uma equipe própria para um modelo terceirizado representa, na prática, a troca de esforço operacional por gestão de contratos. Elimina a burocracia com o departamento pessoal, a gestão de pessoal e a preocupação com compras de insumos para limpeza adequada", explica o sócio-proprietário da Atmosfera Serviços.

O especialista aponta que os equívocos mais frequentes na contratação estão ligados à priorização do menor preço em detrimento de critérios técnicos e de conformidade. Segundo ele, contratar apenas pelo valor, não exigir a comprovação mensal dos encargos pagos e ignorar a forma como a empresa cuida da segurança dos funcionários estão entre os erros recorrentes. A avaliação da saúde financeira do fornecedor e do uso de equipamentos de proteção pelas equipes, na visão do profissional, deve orientar a escolha.

Preservação do patrimônio e ambientes saudáveis

A limpeza e conservação especializada também influenciam na preservação dos imóveis. De acordo com Nascimento, o uso de produtos e técnicas adequadas reduz o desgaste dos materiais e preserva a estrutura original das edificações, o que contribui para a manutenção do valor do patrimônio ao longo do tempo.

"Essa manutenção constante protege a estrutura original, garantindo a valorização contínua do patrimônio. A higienização profissional também elimina fungos e bactérias, garantindo um ambiente mais saudável e seguro", detalha o profissional.

No caso da limpeza pós-obra, a demanda acompanha o ritmo da construção civil, que sustenta parte da procura por serviços especializados após entregas de empreendimentos e reformas de espaços comerciais. Esse tipo de trabalho envolve etapas específicas, como a remoção de resíduos de construção, o tratamento de poeira fina e a higienização de pisos, vidros e fachadas, o que exige equipes preparadas e equipamentos apropriados.

Tecnologia e sustentabilidade no horizonte do setor

Entre as tendências que devem orientar o mercado nos próximos anos, Nascimento destaca a incorporação de tecnologia, de práticas sustentáveis e de análise de dados às operações.

Segundo o especialista, ganham espaço a robótica autônoma e os sensores conectados à internet das coisas, que permitem uma limpeza sob demanda, ao lado de plataformas digitais voltadas ao monitoramento das equipes em tempo real. A agenda ambiental, social e de governança, conhecida pela sigla ESG, também estimula o uso de produtos biodegradáveis e a gestão de resíduos.

O conjunto de dados e a análise do especialista indicam que a limpeza terceirizada deixou de ser tratada como tarefa acessória e passou a integrar o planejamento de gestão de condomínios, empresas e obras.

"Em um cenário de crescimento do setor de serviços e de maior profissionalização da administração predial, a escolha criteriosa do fornecedor, com atenção à conformidade trabalhista e ao padrão técnico, tende a definir a qualidade e a segurança dos ambientes", conclui Cléber Nascimento.

Para mais informações, basta acessar: https://atmosferaservicos.com.br/

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