Portal Comunique-se

O futuro do trabalho no mercado de capitais na prática

O futuro do trabalho no mercado de capitais na prática

Pesquisa inédita “O Futuro do Trabalho no Mercado de Capitais”, realizada em parceria entre a Recíproka Estratégia e a Capital Aberto, capta percepções de profissionais do setor para entender como as organizações estão se adaptando ao novo contexto.

Compartilhe

O mercado de capitais brasileiro já compreendem com clareza as principais forças que estão redesenhando as relações de trabalho no setor, com destaque para o avanço da tecnologia, a proliferação da inteligência artificial, o convívio entre novas gerações e a transformação profunda nas expectativas dos profissionais. Diante desse cenário, fica evidente que o maior desafio atual das organizações não reside na falta de entendimento sobre as mudanças, mas sim na capacidade de executá-las de maneira ágil, fluida e consistente.

Para aprofundar esse diagnóstico, a pesquisa inédita "O Futuro do Trabalho no Mercado de Capitais", realizada em parceria entre a consultoria Recíproka Estratégia e a plataforma Capital Aberto, mapeou a percepção de profissionais do setor para identificar o real estágio de preparação das companhias. Trata-se de um estudo quantitativo e exploratório que busca ir além de um retrato estático, gerando insights estratégicos acionáveis para apoiar lideranças, áreas de RH e executivos no processo de tomada de decisão.

A investigação foi estruturada em seis grandes blocos analíticos a partir de um levantamento prévio das principais tendências do setor. No primeiro bloco, sobre o Perfil dos Respondentes, identificou-se a predominância de profissionais seniores localizados no Sudeste e atuantes em empresas de pequeno e médio porte. Em Liderança e Desenvolvimento, notou-se que, embora a liderança seja vista como moderna, ainda há pouca orientação para a autonomia e ao desenvolvimento contínuo das equipes, exigindo uma transição para modelos mais sistêmicos.

No eixo de IA, Gerações e Adaptação, os dados mostram que a inteligência artificial pressiona diretamente a capacidade humana de aprendizado e evolução cultural, e não apenas o ambiente tecnológico. Paralelamente, no bloco RH, T&D e Negócio, observa-se que a gestão de pessoas atua de maneira predominantemente operacional, o que dificulta transformar o acesso ao conhecimento em mudanças práticas de comportamento na rotina organizacional.

Em Saúde Mental, o levantamento aponta que as empresas costumam atuar nos efeitos do burnout em vez de combater suas causas estruturais no design do trabalho. Por fim, no bloco Org Design e EVP, destaca-se a busca por estruturas mais flexíveis e o fato de que a remuneração tradicional e modelos de partnership já não são suficientes isoladamente para reter e atrair talentos.

Os resultados demonstram um padrão crítico no setor: a existência de um alinhamento claro no discurso, que ainda não se reflete na execução diária. Para as sócias da Recíproka Estratégia, Deusa Marcon e Graziela Bernardo, esse descompasso se manifesta em lideranças que inspiram e em modelos organizacionais que necessitam de novas propostas de valor tanto para a atração quanto para a retenção de talentos. 

Maika Ishigaki, Diretora Executiva da Capital Aberto, reforça que os achados são fundamentais para que as empresas do ecossistema antecipem tendências e transformem a adaptação em vantagem competitiva. "A pesquisa aponta que as empresas precisam evoluir seu modelo organizacional para seguirem relevantes. Afinal, em um setor cada vez mais impactado por tecnologia, competição e mudanças de expectativa, o futuro será definido pela capacidade de adaptação", destaca Graziela Bernardo. Como próximos passos, artigos detalhando cada um dos seis blocos do estudo serão publicados periodicamente pela Capital Aberto, enquanto o relatório completo já se encontra disponível para acesso.

A pesquisa, na íntegra, pode ser encontrada aqui.

Compartilhe

DINO Agência de Notícias Corporativas

Agência de notícias corporativas. Conteúdos publicados em rede de parceiros online. Na lista de parceiros estão grandes portais, como os casos do Terra, do Metrópoles e do iG. Agência Estado e Agência O Globo também fazem parte desse time, assim como mais de uma centena de sites e blogs espalhados país afora.

Fale com um especialista
Fale com um especialista