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Notícias Corporativas 4 min de leitura

Pesquisa revela sintoma respiratório em 92% dos brasileiros

Levantamento inédito Datafolha, em parceria com a GSK, também revela desafios no diagnóstico e na adesão ao tratamento de doenças respiratórias crônicas, como Asma, DPOC e polipose nasal.

Pesquisa revela sintoma respiratório em 92% dos brasileiros

Conviver com falta de ar, tosse frequente, nariz entupido ou outros desconfortos faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Uma pesquisa inédita realizada pelo Datafolha, em parceria com a biofarmacêutica GSK, revela que 92% da população brasileira relataram ter tido ao menos um sintoma respiratório nos últimos 12 meses. No entanto, o levantamento alerta para um fenômeno preocupante: a normalização dos sintomas. Entre os entrevistados, 92% concordam que, quem fumou durante muitos anos terá problemas respiratórios; 62% acreditam que tosse ou falta de ar só precisa ser avaliada por um médico quando começa a limitar as atividades do dia a dia; 57% concordam que é normal sentir falta de ar à medida que as pessoas envelhecem; e 57% também avaliam que a tosse frequente é um efeito normal do tabagismo.

A pesquisa foi estruturada em dois módulos independentes: uma etapa quantitativa representativa da população brasileira (2.004 entrevistas) e um módulo focado na jornada de cuidados, com amostra intencional de 213 pacientes diagnosticados com Asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) ou Rinossinusite Crônica com Pólipos Nasais (RSCcPN). Este último módulo foi realizado nas capitais São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA).

“Compreender o comportamento da sociedade frente às doenças respiratórias crônicas é fundamental para transformarmos a jornada de cuidado. O estudo mostra que a falta de informação e a aceitação passiva dos sintomas ainda são barreiras críticas para que as pessoas busquem ajuda e alcancem uma vida com mais qualidade e controle da saúde”, destaca a Dra. Mariana Gazzotti (CREFITO-3 44501-F), diretora médica de ImunoResp e Produtos Estabelecidos da GSK Brasil.

Asma: a doença mais conhecida, porém ainda longe do controle ideal

A asma lidera o índice de conhecimento entre a população: 84% dos brasileiros ouvidos declaram conhecer a doença. No entanto, entre os pacientes entrevistados com esse diagnóstico, a percepção de controle representa um obstáculo significativo: 24% (quase 1 em cada 4) consideram seu quadro “pouco controlado” ou “nada controlado”.

“Muitas pessoas aprendem a adaptar suas rotinas às limitações impostas pela asma, acreditando erroneamente que crises eventuais ou cansaço aos esforços são inevitáveis. A asma é uma condição crônica e inflamatória que possui tratamentos eficazes. O objetivo do acompanhamento médico é permitir que o indivíduo viva sem limitações diárias”, explica o Dr. José Eduardo Delfini Cançado (CRM: 53862/SP), pneumologista e professor de pneumologia da Santa Casa de São Paulo.

A DPOC é uma das doenças respiratórias menos conhecidas do Brasil, apesar de afetar milhões de pessoas.

A sigla que nomeia uma das principais consequências do tabagismo é profundamente desconhecida no país. Apenas 10% da população afirmam conhecer a DPOC ou ter ouvido falar dela, e somente 3% dos brasileiros sabem o significado exato da sigla (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).

Essa falta de informação reflete diretamente no cuidado contínuo: entre os pacientes entrevistados com diagnóstico de DPOC, 11% declaram não estar realizando nenhum tipo de tratamento atualmente.

“A DPOC é uma doença progressiva, mas tratável. A escassez de conhecimento faz com que os primeiros sinais, como tosse matinal e cansaço progressivo, sejam ignorados por anos. Quando a pessoa finalmente procura atendimento, a função pulmonar já pode estar comprometida. Precisamos desmitificar a DPOC e engajar as pessoas na manutenção do tratamento contínuo”, alerta o Dr. José Eduardo Delfini Cançado.

Polipose nasal: obstrução crônica e o alto impacto na qualidade de vida

A polipose nasal é pouco conhecida pela maioria da sociedade: apenas 17% da população brasileira conhecem sobre a condição. Na prática, o sintoma marcante de obstrução nasal prolongada é frequentemente confundido com quadros comuns e passageiros de rinite ou sinusite, retardando a investigação especializada.

O levantamento revelou que essa é a condição com a pior avaliação de controle da doença. Entre os pacientes entrevistados diagnosticados com polipose nasal, 33% consideram a doença “pouco controlada” ou “nada controlada”.

“Viver com o nariz completamente desobstruído e recuperar sentidos como o olfato não deveria ser um luxo, mas o padrão de saúde. A polipose nasal afeta o sono, a disposição, o paladar e o bem-estar diário. O diagnóstico correto feito pelo otorrinolaringologista possibilita indicar terapias modernas capazes de tratar a causa da doença e devolver a qualidade de vida ao paciente”, ressalta a Dra. Elisama Baisch (CRM: 93867/SP), otorrinolaringologista e gerente de grupo médico da GSK Brasil.

Inovações terapêuticas

As recentes aprovações regulatórias da Anvisa ampliam o arsenal terapêutico disponível para doenças respiratórias associadas à inflamação tipo 2 no Brasil. Em 2026, a agência reguladora autorizou o uso de mepolizumabe como tratamento complementar de manutenção em pacientes adultos com DPOC não controlada, e aprovou depemoquimabe – o primeiro imunobiológico de ultralonga ação aprovado para o tratamento de asma e rinossinusite crônica com pólipos nasais graves, mediadas por inflamação tipo 2 com 1 dose a cada 6 meses.

“Os dois imunobiológicos atuam em mecanismos específicos da resposta inflamatória com potencial de reduzir crises e contribuir para o controle das doenças quando utilizados como parte de uma abordagem integrada de tratamento”, ressalta Mariana Gazzotti.

Fontes

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  2. 02

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