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5 dicas para criar um storytelling efetivo

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(Imagem: FreePik)

Especialista em criar filmes de storytelling para grandes marcas como Samsung, Ford e Danone, o CEO e roteirista da produtora La Casa de la Madre, André Castilho dá cinco dicas sobre como criar um storytelling que chame a atenção, conquiste o espectador e traga resultados.

Boas histórias chamam a atenção mesmo em meio a posts rápidos e timelines efêmeras. Para criar esses conteúdos, sejam eles comerciais, institucionais, ou até mesmo para canais como o Youtube, que despertem a curiosidade e conquistem o espectador, o storytelling é a melhor técnica. Mas como utilizá-lo de maneira efetiva e de forma a trazer resultados?

Responsável por filmes de sucesso como “Meeting Murilo”, da Huggies, e “Reencontro”, da LATAM, André Castilho, CEO e roteirista da produtora La Casa de la Madre, especialista na criação de storytelling para grandes marcas e referência no Brasil na utilização da técnica, dá cinco dicas para construir um storytelling efetivo e relevante.

  1. Briefing: Primeiro é preciso definir qual a mensagem que será transmitida, o que você quer despertar no seu espectador e quem será esse espectador. Você pode até criar uma ficção, fatos que não aconteceram, mas é importante transmitir a verdade. Qual mensagem genuína, valores, que a marca traz que posso colocar na narrativa? A partir disso, você define se vai contar uma história de ficção ou um documentário e busca referências do estilo escolhido, coisas que você gosta e que te inspiram que possam contribuir com elementos para o seu filme. Por fim, é muito importante traçar uma estratégia para definir onde a história vai ser contada, em que contexto você vai apresentá-la ao seu público para não divulgar esse conteúdo num momento em que ele não irá notá-la.
  2. Linguagem: Defina qual será o tom do filme. Você quer despertar risada ou fazer as pessoas chorarem? A linguagem é a chave que vai abrir a fechadura do espectador, por isso é preciso usar aquela com a qual o seu público está familiarizado. O jovem está aberto a videoclipe, ação, elementos exagerados de comédia. Já um público de mais idade prefere uma estrutura mais clássica, com linearidade. Então escolha elementos que conversem com o repertório do público selecionado e tenha domínio da linguagem escolhida. Não adianta querer criar uma comédia se você não tem o timing dentro de você. Nesse caso, estude aquela linguagem, se aproprie dela, entenda seus elementos, estruturas e arquétipos para que possa dominá-la para convencer o público.
  3. Escrita: Quando estiver completamente munido de informações e conteúdos sobre o que deseja contar, escreva. Deixe a criatividade rolar solta e coloque no papel todas as ideias que lhe vierem à mente, sem julgamentos. Faça várias sinopses sem se apegar a nenhuma. Crie 20 rascunhos e só depois comece a ver quais ideias podem se tornar boas histórias, descartando o que não for bom o suficiente. Depois, selecione as melhores sinopses e pergunte-se ao passar por cada uma delas: porque essa história precisa ser contada? Quando a resposta for óbvia, é porque você encontrou sua história. Ai é só partir para o roteiro.
  4. Emoção: Uma história muito boa segue uma curva de emoções e conduz o espectador através das ações dos personagens. Quem assiste tem que viver uma montanha-russa de sensações dentro de si, amando, odiando e torcendo pelo protagonista. Ele não precisa ser um herói, mas tem que despertar a empatia do público. Walter White é o vilão de Breaking Bad, mas ele faz tudo pela sua família e, assim, o espectador se vê na pele dele, compreende suas ações. Sem empatia pelo protagonista, nem a melhor história pode funcionar. Além disso, toda narrativa deve dar aos protagonistas uma transformação: pode ser um aprendizado, uma conquista ou uma mudança no estado de emoção dele. Se a história não transformar o personagem, não é história.
  5. Defesa: Para contar uma boa história, você precisa estar confiante não só para convencer o público, como também quem está te contratando para criar aquele conteúdo. Tenha clareza para defender a sua ideia e embasar cada linha do que está escrevendo. Muitas histórias morrem não por falta de inspiração do criador, mas por ele não conseguir expressar sua intenção aos agentes envolvidos no processo.

André Castilho. CEO e roteirista da produtora La Casa de la Madre.

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