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RH ainda carece de ferramentas para cumprir a NR-1

RH ainda carece de ferramentas para cumprir a NR-1

Com a nova NR-1, que inclui riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, empresas brasileiras precisam adaptar processos de recursos humanos para lidar com assédio, discriminação e sobrecarga de trabalho. Pesquisa do Instituto Livre de Assédio e AAPSA indica que 74% das organizações ainda têm maturidade baixa na gestão desses riscos, destacando sobrecarga de trabalho (28%), falta de clareza de papéis (18%) e assédio (15%).

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Com a entrada em vigor das novas exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que incorporam a gestão dos riscos psicossociais ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), empresas de todo o país enfrentam um desafio que vai além da adequação documental: preparar seus profissionais de Recursos Humanos para acolher, registrar, investigar e encaminhar situações de assédio, discriminação e outros fatores que afetam a saúde psicológica no trabalho. Pesquisa nacional realizada pelo Instituto Livre de Assédio em parceria com a AAPSA mostra que 74% das organizações brasileiras ainda operam abaixo de um nível considerado robusto de maturidade na gestão desses riscos, indicando uma lacuna entre as exigências regulatórias e a capacidade operacional das empresas.

O estudo também revela quais riscos mais preocupam as organizações. A sobrecarga de trabalho aparece em primeiro lugar (28%), seguida pela falta de clareza de papéis (18%) e pelo assédio moral ou sexual (15%). Apesar disso, a pesquisa aponta que muitas empresas ainda atuam de forma reativa, sem protocolos estruturados, fluxos de acolhimento ou mecanismos padronizados para documentar providências e acompanhar a resolução dos casos — justamente um dos pilares reforçados pela atualização da NR-1. Entre as iniciativas consideradas mais eficazes pelos próprios respondentes estão a formação contínua de lideranças, a capacitação das equipes e a existência de canais qualificados de escuta e denúncia.

"Estamos vendo uma mudança importante no papel do RH. Antes, muitas equipes atuavam apenas como apoio. Agora, elas passam a integrar a governança dos riscos psicossociais, sendo responsáveis por apoiar registros, encaminhamentos, evidências e monitoramento das ações adotadas pela empresa. Não é razoável exigir esse nível de responsabilidade sem oferecer ferramentas adequadas para uma atuação técnica e segura", afirma Ana Addobbati, presidente do Instituto Livre de Assédio.

Para responder a essa demanda crescente, o Instituto Livre de Assédio lança o RHs Sem Improviso, uma biblioteca digital de apoio à gestão dos riscos psicossociais. A plataforma reúne protocolos, fluxos de atendimento, modelos de registro, checklists, roteiros de acolhimento, documentos para investigação e materiais práticos voltados aos profissionais de Recursos Humanos. A proposta é reduzir improvisações, fortalecer a governança corporativa e apoiar empresas na implementação da NR-1, transformando a conformidade legal em uma cultura permanente de segurança psicológica.

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