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A inteligência emocional no combate à pandemia de Coronavírus

O emprego da inteligência emocional no enfrentamento à pandemia e o depoimento do empresário José de Moura Teixeira Lopes Junior sobre sua vivência

São Paulo 8/7/2020 – “O autoconhecimento também é uma oportunidade que a pandemia nos trouxe e que não devemos desperdiçar” – José de Moura Teixeira Lopes Junior

Muito se fala sobre os impactos da pandemia de Coronavírus, que aterroriza a todos desde fevereiro deste ano. Desde então, possíveis causas, impactos econômicos, políticas públicas vêm sendo amplamente discutidas com a sociedade. Contudo, pouco se tem estudado e debatido sobre o impacto da doença sobre a saúde mental e bem-estar das pessoas. No entanto, em que pese as dificuldades que todos vivem, há sim, como aproveitar esse período de quarentena e isolamento para que se descubra um pouco mais sobre si, sobre como lidar com seus medos e inseguranças, uma espécie de preparação para se enfrentar limitações há muito esquecidas, para superá-las e utilizá-las em benefício próprio quando o “novo normal” chegar.

Em vídeo-palestra promovida pela XP Investimentos na última semana, em uma série sobre o bem-estar do homem, o terapeuta transpessoal Tadashi Kadomoto falou sobre qualidade de vida e os dois estágios da consciência que nela influenciam. De acordo com Kadomoto, há que se prestar atenção e tomar certos cuidados com o chamado modismo quando se trata de bem-estar. Para ele, existe bem-estar e qualidade de vida quando se unem hábitos saudáveis que gerem sensação de prazer, pois é muito comum, conforme ele mesmo exemplifica, pessoas que fazem dietas extremamente saudáveis em busca de resultados específicos, porém o ato de comer não é prazeroso, pelo contrário, muitas vezes se torna um martírio, o que acaba gerando sofrimento.

Outro ponto extremamente importante abordado por Kadomoto são os dois estados da consciência. Um deles tendo como protagonista o sofrimento, que são os sentimentos ligados ao medo, impaciência, intolerância, ansiedade, a sentimentos chamados ruins e, de outro lado, o estado do amor, como ele mesmo denomina, que são os sentimentos como gratidão, alegria, compaixão, confiança, os então chamados bons sentimentos. Para Kadomoto, cabe a indivíduo fazer a escolha de qual estado elegerá para a sua vida. Esse é o livre arbítrio do homem, para o bem ou para o mal.

Partindo do princípio de livre arbítrio, o ser humano é sim capaz de fazer essa escolha ativando a parte do córtex frontal do cérebro, onde se encontram esses tais bons sentimentos e que reconhece aspectos como carícias, afeto, emoções e percepções positivas, ajuda a lidar com medos de forma mais criativa e positiva.

O caminho para que se possa acessar essa parte do cérebro, ainda de acordo com Kadomoto, é a meditação, o que requer técnica, disciplina, concentração e autoconhecimento. Engana-se, diz ele, quem pensa que meditação é só se desligar totalmente do mundo e entrar em uma espécie de transe. Há também a chamada meditação ativa; a técnica consiste em se dedicar totalmente na atividade que se está desenvolvendo em um determinado momento, deixando de lado todas as interferências externas. Cada pessoa precisa entender qual o seu melhor método: há quem prefira o silêncio absoluto; outros gostam de meditar ouvindo música. Daí vem a importância do autoconhecimento e da experimentação.

Citando Darwin, que dizia “não é o mais forte nem o mais inteligente que sobreviverá e sim aquele que se adaptar melhor à realidade apresentada”, o terapeuta transpessoal cita a inteligência emocional como chave para que se possa passar não apenas por essa, mas por tantas outras dificuldades que enfrentadas durante nossas vidas; resiliência, flexibilidade são aspectos da inteligência emocional que há de se exercitar para enfrentar seus medos e anseios afim de uma jornada com menos sofrimento.

O empresário José de Moura Teixeira Lopes Junior concorda com Kadomoto: “temos aproveitado este momento de isolamento para rever muitos aspectos da família, aspectos que de certa forma acabavam ficando de lado por conta da tensão e dos compromissos do dia-a-dia e que agora foram descobertos”. Para Mourinha, como é conhecido, “o autoconhecimento também é uma oportunidade que a pandemia nos trouxe e que não devemos desperdiçar; conhecer melhor a nós mesmos nos ajudará a compreender melhor o outro, um exercício diário que temos, a partir do convívio com nossas próprias famílias”.

É de grande valia que se possa entender e aceitar as situações que se impõem e tirar proveito de todas elas. O caminho, para isso, é a inteligência emocional. Ela é capaz de fazer com que se aceite e principalmente que se achem alternativas a fim de evitar o sofrimento, através da resiliência, da criatividade, positivismo e flexibilidade.