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ANBC projeta expansão do crédito acima da inflação em 2024

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O crédito deve seguir em expansão no próximo ano, com elevação acima da inflação entre pessoas físicas e jurídicas. É o que projeta a Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC). 

De acordo com a avaliação da entidade, o crescimento entre os consumidores tende a ficar próximo ao deste ano, na ordem de 8,5% a 8,6%, enquanto entre as empresas encaminha-se para superar o biênio anterior, podendo chegar a 7,6%. 

Entre os fatores que podem favorecer o aumento de demanda e oferta de crédito, segundo Elias Sfeir, presidente da associação, estão o avanço na recuperação da renda das famílias e o crescimento da confiança dos consumidores. 

“Somam-se a isso reformas estruturais que possibilitaram a ampliação da concorrência entre os serviços financeiros e o aprimoramento institucional da disciplina do crédito, por exemplo a aprovação do Marco Legal de Garantias, além da atenção crescente contra o superendividamento e avanços do Cadastro Positivo”, pontua o executivo. 

Mesmo com o cenário positivo de queda da taxa Selic e do controle do índice de inflação, Sfeir alerta para alguns pontos de atenção que devem ser levados em conta em relação ao crédito em 2024.  

“O primeiro deles é o déficit público, que se fugir do controle pode impactar a taxa básica de juros, o que tem reflexos nas condições de crédito, e pode deprimir esse movimento de expansão”, analisa o presidente da ANBC.

“Externamente, alguns outros fatores devem ser acompanhados, como a rolagem da dívida norte-americana, que, em caso de dificuldade, o que é pouco provável, tende a subir a taxa nos Estados Unidos e trazer consequências negativas para a taxa de câmbio, repercutindo nos movimentos econômicos e impactando a inflação. O custo do petróleo, que influencia o custo de transportes e energia, por exemplo, é outro fator de atenção, assim como as tensões geopolíticas, como os conflitos entre Rússia e Ucrânia e, mais recentemente, no Oriente Médio e Guiana, na América Latina, trazendo incertezas na cadeia econômica global”, finaliza Sfeir. 

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