COMUNICAÇÃO

Publicação analisa empoderamento feminino na imprensa

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(Imagem: Alice Vergueiro)

Apresentada neste ano em mesa realizada durante o 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, a monografia “O mercado editorial de revistas no Brasil: do Espelho AzMina”, resultado de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da jornalista Amanda Santos, analisa como o tema do empoderamento feminino apareceu em revistas femininas brasileiras, sobretudo entre 1960 e 2015.

Amanda defende que, se até a metade do século XX as revistas para mulheres eram, no geral, despolitizadas, o que se vê desde então é o aumento da importância do empoderamento para a decisão e abordagem de suas pautas. O trabalho percorre a história da imprensa feminina no país partindo da revista “O Espelho Diamantino”, de 1827, e traça possíveis perspectivas para o gênero a partir de análise da revista AzMina.

“Sempre fui muito interessada em temas que giravam em torno da participação da mulher na mídia, seja como cidadãs ou comunicadoras”, conta Amanda. Mesmo assim, a estudante não pensou de imediato em escrever sobre o assunto como tema de seu TCC. “As coisas foram acontecendo a partir do penúltimo semestre, com conselhos de colegas e orientadores”.

Para a pesquisa, a estudante entrevistou jornalistas de AzMina, Claudia e Capricho. Foram dez meses de trabalho até chegar ao resultado final. Nesse tempo, Amanda afirma que sua principal dificuldade foi encontrar boas referências na academia sobre a imprensa feminina brasileira. “A maioria das pesquisas que encontrei eram pouco aprofundadas”, diz. Ela conta que utilizou como reforço o material bibliográfico das pesquisas.

Para quem está começando a pensar no Trabalho de Conclusão de Curso, a principal dica da jornalista é ter um foco. “Se você não tem foco, certeza e segurança no tema, dificilmente fará um bom projeto”, diz. “Pense com antecedência. Essa é a melhor das orientações.” A jornalista ainda lembra a importância de manter-se sempre bem informado sobre o assunto do trabalho.

A experiência de apresentar o trabalho no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo “foi, sem dúvida, uma das maiores da minha vida”, considera. “Tudo correu bem e espero ter novas oportunidades de apresentar o trabalho em outros eventos”. Agora que está formada, ela busca aprimorar ainda mais os conhecimentos em jornalismo e se manter atualizada e ativa para a vida profissional. “Tenho a esperança de conquistar o meu espaço”, completa.

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SOBRE O AUTOR

Abraji

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Criada em 2002 por um grupo de jornalistas brasileiros interessados em trocar experiências, informações e dicas sobre reportagem, principalmente sobre reportagens investigativas. É mantida pelos próprios jornalistas e não tem fins lucrativos.

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