COMUNICAÇÃO

Aberta consulta pública sobre estratégia para transformação digital do Brasil

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Melhorar a conectividade de escolas e investir recursos públicos em startups de inovação são algumas das propostas que compõem a estratégia (Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) recebe, até 31 de agosto, contribuições em consulta pública sobre a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital. O documento-base da estratégia está disponível para quem se cadastrar para participar da consulta.

“É uma consulta que visa adaptar o Brasil ao mundo digital, que a cada ano se renova. Queremos que, de maneira efetiva, possa agilizar e preparar o país para permanente mudança, num momento em que a bola da vez é a Internet das Coisas”, destacou o ministro da pasta, Gilberto Kassab, durante o lançamento da consulta. A Internet das Coisas (em inglês, Internet of Things – IoT) é a rede de objetos que se comunicam e interagem de forma autônoma, via internet.

A proposta de estratégia digital foi elaborada por grupo interministerial que debateu o tema em 18 reuniões. Cerca de 130 especialistas foram ouvidos pelo governo durante a elaboração. Após inserir as contribuições da população, o documento, que servirá de parâmetro para norma, deve ser encaminhado até o final do ano para a Casa Civil.

Kassab afirmou os avanços da tecnologia também mudam a relação das pessoas com o emprego. “O mundo começa a se preparar para viver fase de mais avanços, mais tecnologia e menos empregos, fazendo com que a gente possa definir a vida das pessoas em função dessa nova circunstância. Daqui para frente, as pessoas trabalham menos, para que mais pessoas possam trabalhar: vão poder cuidar mais das suas vidas pessoais, vão poder dar mais atenção a seus filhos, cuidar melhor da sua saúde. Em função dessas transformações [digitais], o Brasil, com algum atraso, tenta fazer com que adaptações aconteçam”, disse o ministro.

O uso de dados digitais pode ser usado para criar ou modificar os negócios. Segundo a equipe que elaborou o documento, entre 2005 e 2012, o fluxo de dados no mundo aumentou 40 vezes. “Os britânicos, por exemplo, declaram ser economia movida por dados”, disse a diretora do departamento de políticas e programas setoriais em tecnologia da informação e comunicações, Miriam Wimmer.

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Além de igualar as políticas de tecnologia do país às globais, a estratégia contribui para a recuperação da competitividade brasileira, segundo o secretário de Política de Informática do ministério, Maximiliano Martinhão. “É utilizar as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para vencer os desafios que o Brasil tem em termos de competitividade e produtividade. Se analisarmos, nos últimos 3 ou 4 anos, o Brasil perdeu competitividade”, afirmou.

A proposta prevê 100 ações de interesse do poder público, dos cidadãos e do setor privado, que incluem o relaxamento de barreiras regulatórias.

Propostas para educação e economia

Entre as propostas destacadas pelo governo, está a de levar banda larga a 25 mil escolas públicas. A velocidade da conexão será definida a partir do porte da instituição. Diagnóstico produzido durante a elaboração da estratégia digital mostrou que 59% das escolas públicas de ensino básico têm acesso à internet, sendo 24% delas na região rural.

Também há propostas de melhorar a conectividade de empresas de telemarketing, favorecendo a excelência nos negócios desse tipo de companhia, e de ampliar para dois mil indicações de serviços no portal do governo federal e, ainda, investir em 200 startups digitais por ano.

O diretor do departamento de temas científicos e tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador Benedicto Fonseca, destacou a necessidade de política unificada no campo digital. “É um momento necessário para que um instrumento como esse, que confere organicidade às ações de governo e que indique rumos em relação às TICs em favor do desenvolvimento social e econômico, seja pensado. Se notou como há, em cada setor do governo e da sociedade, iniciativas importantes sendo conduzidas de maneira independente, esparsa. Não só nos habilita na discussão internacional, mas identifica áreas que vamos priorizar”, declarou.

*Edição: Lidia Neves

*Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

SOBRE O AUTOR

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Agência pública de notícias criada em 1989, logo após a incorporação da Empresa Brasileira de Notícias (EBN) pela extinta Empresa Brasileira de Comunicação (Radiobras). Em 2007, com a criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que incorporou a Radiobras, passou a integrar o sistema público de comunicação.

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