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Fatores metabólicos silenciosos podem impactar emagrecimento

Alterações hormonais, déficit nutricional e metabolismo desacelerado contribuem para dificuldades na perda de peso. Dra. Andrea Lucas, fundadora da Clínica Sympor, reforça a importância de avaliação clínica individualizada e estratégias personalizadas.

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A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura decorrente do desequilíbrio entre ingestão e gasto energético e está associada a alterações como aumento da glicose no sangue, triglicerídeos elevados, pressão alta e dislipidemias, que, em conjunto, podem configurar a síndrome metabólica.

Cerca de 48% dos adultos terão obesidade e outros 27% estarão com sobrepeso até 2044 no Brasil, de acordo com estudo da Fiocruz Brasília. Atualmente, 56% da população adulta já apresenta excesso de peso — sendo 34% com obesidade e 22% com sobrepeso —, e a expectativa é que chegue a 130 milhões de pessoas nas próximas duas décadas.

A Dra. Andrea Lucas, médica com pós-graduação em nutrologia e fundadora do centro de medicina personalizada Clínica Sympor, afirma que a ideia de que emagrecer depende apenas de “comer menos e gastar mais calorias” é simplista, pois a perda de peso envolve mais do que restrição alimentar.

“Também é preciso desinflamar, nutrir e modular hormônios. Aí sim, o uso de medicamentos para reduzir o apetite pode ter efeitos mais consistentes e duradouros. Fora isso, o equilíbrio entre ingestão e queima de calorias é apenas um dos cinco pilares do emagrecimento aplicados na Clínica Sympor”, comenta a fundadora.

Segundo a médica, a taxa metabólica basal é um dos fatores metabólicos silenciosos que podem dificultar a perda de peso, mesmo quando a pessoa segue dieta e pratica atividade física. “Se ela está baixa, mesmo o paciente comendo pouco, não emagrece, apenas mantém o peso. É por isso que é tão importante cuidar do metabolismo durante o processo de emagrecimento, pois ele será fundamental para o resultado da balança”, pontua.

A médica exemplifica que, muitas vezes, o paciente se esforça, reduzindo a ingestão em até 30% do habitual, e não alcança perda de peso, o que causa frustração e eleva a taxa de abandono do tratamento. “Para reverter isso, busca-se, por meio da terapia assistida, otimizar nutrientes, além de promover a antioxidação, para acelerar o metabolismo”.

De acordo com a Dra. Andrea Lucas, quando o corpo apresenta carências nutricionais, entra em estado de alerta e desacelera o metabolismo para preservar energia para funções essenciais, como o funcionamento do coração, do fígado e do cérebro.

“Deficiências nutricionais interferem na produção de energia e podem levar o corpo a economizar calorias em vez de queimá-las. É aí que muitas pessoas não conseguem emagrecer, mesmo se esforçando e comendo pouco”, diz ela.

Uma revisão científica aponta que pessoas com obesidade também podem apresentar desnutrição, condição que aumenta os riscos à saúde e afeta o metabolismo. O estudo destaca que a triagem nutricional deve ser feita de forma ampla e reforça a importância da orientação profissional para evitar dietas que agravam deficiências nutricionais.

A Dra. Andrea Lucas explica ainda que alterações hormonais podem impactar diretamente o metabolismo e o acúmulo de gordura, porque as funções do corpo são ativadas por diversos hormônios e, quando há deficiência, o organismo precisa se esforçar mais. “Quando os hormônios estão em falta, o corpo funciona de forma limitada, como um motor sem combustível. Nessas condições, além de ser muito mais difícil a perda de peso, é bem mais sofrido para o paciente”.

Para a fundadora da Clínica Sympor, a avaliação clínica detalhada e de exames laboratoriais antes de iniciar um tratamento para perda de peso é fundamental. “Olhar os exames é como fotografar o corpo por dentro. Isso permite desenhar, de forma personalizada e exclusiva, o que aquele organismo precisa para funcionar em sua excelência”, ilustra.

Segundo a médica, uma estratégia personalizada pode atuar tanto na redução de peso quanto na melhora da saúde metabólica. Em sua prática clínica, ela observa resultados no rendimento e desempenho de forma geral na vida dos pacientes.

“Na Sympor, nós olhamos o todo, orientamos e desenhamos juntos um tratamento específico para as deficiências. É importante olhar para o paciente como um ser único. Dessa forma, o paciente pode sentir em sua vida a melhora da cognição, da imunidade, do emagrecimento, da longevidade e da performance. O corpo é uma máquina que deve ser mantida equilibrada para que funcione sem dor, de forma leve e ativa”, conclui.

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