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Não vai responder não? – por Lygia Pontes

Tenho visto muitos profissionais dizerem que não recebem retorno dos recrutadores após participarem de processos seletivos. E isso acontece em diferentes setores. Eles relatam que depois de muita preparação e esforço são simplesmente ignorados. Toda vez que leio algo assim, eu me aborreço pela falta de consideração com os candidatos. Também fico incomodada por lembrar que já fiz isso algumas vezes…

Na época em que agia dessa forma, estava sempre muito ocupada e, por isso, priorizava o contato com os aprovados nos processos que liderava. Eu também me incomodava de ser a portadora de uma notícia ruim e preferia não dizer nada. Acredito que esse seja o caso dos recrutadores mencionados pelos candidatos (espero!).

Mas esse tipo de comportamento não prejudica apenas um lado. Todos sofrem com a ansiedade e, principalmente, com a perda de tempo. Eu, por exemplo, ficava preocupada quando o meu telefone tocava ou quando recebia uma nova mensagem. Pensava que poderia ser um dos candidatos reprovados cobrando uma resposta. Com isso, eu perdia a concentração no que estava fazendo e, até recuperá-la novamente, já tinha passado algum tempo.

Recentemente, após ver em uma rede social mais uma queixa sobre a falta de notícias de um recrutador, eu me dei conta de que essa ansiedade por uma resposta e a perda de tempo não acontecem apenas ao falarmos de processos seletivos. Isso porque eu havia acabado de passar horas fazendo follow-up de emails, propostas etc que tinha enviado há semanas e não havia recebido retorno.

Enquanto mandava as mensagens, percebi que estava bem ansiosa para receber uma resposta. Também estava incomodada por ter que entrar em contato novamente para falar sobre o mesmo assunto. Esse retrabalho é muito frustrante e prejudica a eficiência dos profissionais, porque os impede de tirar uma atividade da lista de pendências e começar a fazer algo novo.

Mas dar uma resposta nem sempre resolve a questão. Se for o retorno errado, a produtividade é afetada. Novamente, eu já agi assim e, mais uma vez, me arrependo. Hoje em dia, procuro responder todos os contatos que recebo e sempre de forma sincera. A sensação é muito melhor! Por isso, avalio bem todas as vezes que recebo uma resposta positiva para não correr o risco de chegar a uma reunião, por exemplo, e ver o participante olhar o relógio, não anotar nada ou dizer que tem só alguns minutinhos.

E você já parou para pensar em quantas vezes deixa de fazer algo por causa da ansiedade por uma resposta? Ou quantas horas do seu dia usa cobrando um retorno de alguém? E quanto tempo perde com medo de ser cobrado por aquela pessoa que te mandou um email e você ainda não respondeu? E as horas que desperdiça em reuniões que nunca deveria ter marcado? Caso você não se sinta confortável para dar uma resposta negativa que, muitas vezes será a melhor opção, ou acha que está muito ocupado(a), pense que a ansiedade e a perda de tempo irão afetar todos os envolvidos, inclusive – e principalmente – você. E se precisar de auxílio, entre em contato: lygia@lygiapontes.com

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Anderson Scardoelli

Jornalista, 31 anos. Natural de São Caetano do Sul (SP) e criado em Sapopemba, distrito da zona lesta da capital paulista. Formado em jornalismo pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e com especialização em jornalismo digital pela ESPM. Trabalhou de forma ininterrupta no Grupo Comunique-se durante 11 anos, período em que foi de estagiário de pesquisa a editor sênior. Em maio de 2020, deixou a empresa para ser repórter do site da Revista Oeste. Após dez meses fora, voltou ao Comunique-se como editor-chefe, cargo que ocupa atualmente.

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