COMUNICAÇÃO

Pautada por jornalistas negros, Record produz especial sobre a Consciência Negra

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Da esquerda para direita: Tarsilla Alvarindo (Salvador), Amanda Santos (Florianópolis), Fagner Coelho (Salvador), Mariana Bispo (São Paulo), Clóris Akonteh (editora em São Paulo), Salcy Lima (São Paulo), Luiz Fara Monteiro (Brasília) e Rodrigo Cardozo (Florianópolis). (Imagem: Antonio Chahestian/Divulgação Record TV)

Série de reportagem “Sem Vaga para o Racismo” será exibida pelo ‘Jornal da Record’ até sexta-feira, 22

Para a pauta relacionada à Consciência Negra, direção da Record TV escalou somente jornalistas negros

O Dia da Consciência Negra é celebrado no dia 20 de novembro. Na Record TV, porém, a data, que ajuda a relembrar o assassinato de Zumbi dos Palmares, rende série especial de reportagem. Desde segunda, 18, o ‘Jornal da Record’ leva ao ar o material “Sem Vaga para o Racismo”. Dividido em cinco episódios, o material foi produzido a partir de reunião de pauta diferenciada. A direção do canal escalou oito jornalistas negros para a discussão.

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Para o especial “Sem Vaga para o Racismo”, a Record TV reuniu profissionais de duas praças próprias: São Paulo e Brasília. Responsáveis pelas afiliadas da emissora em Florianópolis e Salvador, RIC e Itapoan também contaram com representantes na reunião de pauta relacionada ao dia e a Semana da Consciência Negra. O encontro contou com as presenças de Tarsilla Alvarindo (Salvador), Amanda Santos (Florianópolis), Fagner Coelho (Salvador), Mariana Bispo (São Paulo), Clóris Akonteh (editora em São Paulo), Salcy Lima (São Paulo), Luiz Fara Monteiro (Brasília) e Rodrigo Cardozo (Florianópolis).

O grupo de jornalistas foi responsável pela definição das reportagens a serem abordadas para o especial “Sem Vaga para o Racismo”. Ao divulgar a ação à imprensa, a equipe de comunicação da Record TV destaca que os temas selecionados foram baseados em pesquisas. Além disso, “as experiências vivenciadas” pelos oito profissionais em questão ganharam vez na série. Além de discutir o preconceito e demais problemas, há casos de superação e sucesso.

Os temas definidos a partir da reunião de pauta para o especial “Sem Vaga para o Racismo”, do ‘Jornal da Record’, foram…

O especial

Segunda, 18
Mercado de trabalho
Neste episódio, a matéria destaca que, segundo dados do IBGE, 64,3% das pessoas que procuram uma recolocação no mercado de trabalho no Brasil são negros. Isso equivale a 8,2 milhões de brasileiros, ou seja, dois em cada três desempregados do país. E mais: os negros acabam ocupando as vagas que exigem pouca qualificação.

Terça, 19
Mulher negra
A mulher negra é a que tem o menor salário, ficando atrás do homem negro, da mulher branca e do homem branco. Também é minoria em cargos de liderança. A reportagem também traz exemplos de mulheres que quebraram este ciclo.

Quarta, 20
Educação
Segundo o último Censo da Educação Superior, dos mais de 8 milhões de universitários, quase 600 mil se declaram negros, o que equivale a apenas 7% do total. Mas mesmo com números tímidos, a história está mudando e cada vez mais negros chegam às universidades.

Quinta, 21
Como mudar
Aqui serão destacadas as iniciativas que estão ajudando na inserção e no crescimento dos negros no mercado de trabalho. A reportagem aborda ainda a adoção da contratação às cegas como uma forma de coibir o racismo na hora da seleção dos profissionais.

Sexta, 22
Somos competentes
O exemplo de vários negros que chegaram ao topo da carreira e que não se deixaram abater pelo preconceito e pelos obstáculos que encontraram no caminho.

Histórias de racismo

Mostrando a necessidade de a imprensa brasileira ajudar a mostrar como ocorre casos de preconceito no Brasil, Luiz Fara Monteiro, um dos jornalistas presentes na discussão de “Sem Vaga para o Racismo” relatou alguns casos que foram discutidos na reunião de pauta realizada na última semana em São Paulo. “Falamos da candidata negra aprovada numa pré-entrevista por telefone, mas que ao chegar na recepção foi imediatamente dispensada por causa da cor da pele. ‘Não contratamos pretos nem pardos’, lhe informou a recepcionista”, contou o jornalista em seu perfil no Facebook.

“Contamos episódio de médicos negros que ao receberem pacientes no consultório ouviam questionamentos se eram médicos mesmo ou enfermeiros”, detalhou mais um caso Luiz Fara Monteiro, que trabalha em Brasília. “E do executivo negro que recebeu a determinação de alavancar as vendas em 40% num setor que crescia apenas 11%. E mesmo cumprindo 39% da meta não recebeu a promoção e o reconhecimento almejados”, prosseguiu o repórter. “Contamos ainda exemplos de negros que romperam barreiras e são muito respeitados em suas funções”.

SOBRE O AUTOR

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Anderson Scardoelli

Orelhudo, observador e contador de histórias. Não necessariamente nessa ordem. De sua querida Estância Turística de Sapopemba, na zona leste de São Paulo, para o mundo. Graduado em jornalismo pela Uninove e com especialização em jornalismo digital pela ESPM, mas gosta mesmo de dizer que foi formado pelo Comunique-se. Trabalha na empresa há mais de 10 anos, indo de estagiário de pesquisa a editor sênior. No meio do caminho, foi estagiário de redação, trainee, subeditor, editor júnior e editor pleno. Gosta de escrever e de falar sobre (adivinhem?) jornalismo!

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