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Pesquisa busca mapear o status das mulheres na mídia brasileira

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Pesquisa online lançada pela Abraji em parceria com a Gênero e Número quer entender a situação das mulheres na mídia brasileira

A Gênero e Número e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) estão à frente de uma pesquisa inédita no Brasil para mapear a diversidade de gênero dentro das redações e os eventuais obstáculos que impactam o desempenho e a segurança de repórteres, fotógrafas, editoras ou executivas de mídia. A proposta segue a mesma linha de pesquisas realizadas em outros países, que traçam o status das mulheres na mídia e seus efeitos na cobertura jornalística. Os resultados preliminares foram divulgados na última sexta-feira, 30 de junho, no 12º Congresso da Abraji, em São Paulo.

Uma primeira etapa com grupos focais de mulheres jornalistas já foi realizada, e a partir dos dados levantados nesses grupos, foi produzido um questionário online voltado a jornalistas que trabalham em veículos de comunicação. “A nossa metodologia parte de uma análise qualitativa, que permite identificar os principais desafios que as mulheres enfrentam no campo jornalístico e nos ajuda a estruturar o questionário sem tanta interferência das categorias das pesquisadoras”, explica a socióloga Verônica Toste.

O questionário é aberto a jornalistas homens e mulheres de todo o país e traz perguntas sobre o ambiente profissional, o perfil dos(as) profissionais, a relação com fontes e questões específicas sobre assédio e desenvolvimento na carreira. Para acessá-lo, clique aqui.

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Situação atual das mulheres na mídia brasileira

“Hoje as mulheres são mais de 60% dos profissionais das redações. Mas que cargos ocupam? Estereótipos de gênero ainda conformam os temas que elas cobrem ou prejudicam seus contatos com fontes? Precisamos levantar dados consistentes pra responder esse tipo de questão. Nos grupos focais que realizamos, muitas jornalistas relataram casos de assédio e situações em que foram preteridas por sua condição de mulher, o que afeta diretamente a qualidade do jornalismo”, afirma Natália Mazotte, codiretora da Gênero e Número e coordenadora da pesquisa.

Objetivos da pesquisa

Os resultados da pesquisa serão divulgados amplamente em setembro. “A ideia é que essa pesquisa produza um diagnóstico e abra espaço para discutir o que é possível fazer para melhorar o ambiente de trabalho e a segurança para as mulheres no exercício profissional”, conta a diretora da Abraji Maiá Menezes, que também coordena a pesquisa.

A coleta de respostas ao questionário vai acontecer até o início de agosto. Não serão divulgados dados individualizados, de modo a preservar a privacidade dos respondentes. O projeto conta com o apoio do Google News Lab, que atua pela inovação no jornalismo e faz a ponte entre as redações e o Google.

SOBRE O AUTOR

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Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Criada em 2002 por um grupo de jornalistas brasileiros interessados em trocar experiências, informações e dicas sobre reportagem, principalmente sobre reportagens investigativas. É mantida pelos próprios jornalistas e não tem fins lucrativos.

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