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Nordeste atrai investidores imobiliários e amplia vendas

Investidores nacionais têm direcionado recursos ao mercado imobiliário do Nordeste, impulsionados por juros elevados, busca por diversificação e preços mais competitivos. Em Fortaleza, a expansão das Faixas 3 e 4 do programa Minha Casa, Minha Vida e a oferta de imóveis com boa relação custo‑benefício têm favorecido a demanda, sobretudo entre compradores de perfil de investimento.

Nordeste atrai investidores imobiliários e amplia vendas

Investidores nacionais estão alocando recursos no setor imobiliário do Nordeste, motivados por juros elevados, necessidade de diversificação patrimonial e preços de aquisição inferiores aos praticados nos grandes centros do Sul e Sudeste. O movimento se concentra em Fortaleza, onde a expansão das Faixas 3 e 4 do programa Minha Casa, Minha Vida tem ampliado o acesso ao crédito habitacional para famílias de renda média, favorecendo a compra de imóveis em áreas centrais.

A mudança de foco reflete uma reconfiguração dos fluxos de investimento, que historicamente se concentravam nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro. As cidades nordestinas apresentam preços de entrada mais baixos, crescimento urbano acelerado e demanda habitacional consistente, fatores que sustentam perspectivas positivas para o médio e longo prazo.

Em Fortaleza, os avanços em infraestrutura, mobilidade e qualidade de vida têm contribuído para a atratividade do mercado. Segundo a PraMorar Brasil, empresa especializada no segmento econômico e atuante na capital cearense e região metropolitana, o perfil do comprador evoluiu nos últimos anos. "Hoje, observamos um consumidor mais racional e atento à relação entre valor da parcela, localização e potencial de valorização", afirmou Carlise Antoneli, diretora de operações da PraMorar Brasil.

A empresa aponta um aumento na participação de investidores de pequeno porte, que antes concentravam recursos em aplicações financeiras e agora incorporam imóveis às suas estratégias de diversificação. Esse comportamento tem sido impulsionado, em parte, pela expansão das Faixas 3 e 4 do Minha Casa, Minha Vida, que ampliou o crédito disponível para famílias de renda média e possibilitou a aquisição de empreendimentos próximos aos centros urbanos.

"Existe uma mudança clara de comportamento. O consumidor aceita abrir mão de alguns metros quadrados para morar melhor localizado e manter uma parcela compatível com sua renda", explicou Antoneli.

Dados da PraMorar Brasil revelam que, nos últimos 12 meses, foram comercializadas 227 unidades, gerando um Valor Geral de Vendas (VGV) superior a R$ 105,6 milhões. No primeiro semestre de 2026, 91 unidades foram negociadas. Aproximadamente 20% das vendas correspondem a investidores, com ticket médio de R$ 426 mil, predominando compradores entre 35 e 45 anos.

Os bairros mais demandados incluem Luciano Cavalcante, Guararapes, Varjota, Meireles, Aldeota e Papicu, áreas caracterizadas por infraestrutura consolidada, acesso facilitado aos principais corredores urbanos e perspectivas de valorização. A diretora destaca que "o consumidor está mais atento à qualidade da localização e ao potencial de valorização do imóvel. Hoje, a decisão de compra envolve não apenas a moradia, mas também a construção de patrimônio no longo prazo."

Especialistas do setor consideram o fortalecimento do Nordeste como indicativo de uma redistribuição gradual dos investimentos imobiliários no Brasil. Em um cenário econômico marcado por oscilações, ativos reais continuam sendo percebidos como instrumentos relevantes de preservação patrimonial. Fortaleza, ao combinar preços ainda inferiores aos dos grandes centros do Sudeste, crescimento urbano contínuo e expansão da infraestrutura, consolida-se como um dos principais vetores de expansão do mercado imobiliário nacional.

Fontes

Versão original desta matéria no portal atual: ler no site antigo.

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