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Allan dos Santos lança plataforma para receber doação em dólar

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Allan dos Santos em entrevista à Jovem Pan. STF quer jornalista extraditado. (Imagem: Reprodução/Jovem Pan)

Jornalista, que está nos Estados Unidos, teve a prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes

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O jornalista Allan dos Santos quer contar com a ajuda do público que o acompanha à frente do projeto Terça Livre para se manter financeiramente. Dessa forma, ele lançou plataforma virtual para que internautas façam doações em dólar. A ação foi divulgada na noite de quinta-feira, 21, horas após o comunicador ter o pedido de prisão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ao divulgar o programa de doação em favor de Allan dos Santos, que há meses mora nos Estados Unidos com a família, a equipe do Terça Livre avisou que ele estaria “sozinho” diante das decisões vindas da Justiça brasileira. Para isso, sugere-se a adesão a um programa de assinatura, ao valor de 10 dólares por mês. Há, ainda, o aviso para interessados desbloquearem o cartão de crédito para operações internacionais. O ambiente para doação leva o nome do agora foragido: allandossantos.com.

Ao determinar a prisão preventiva do jornalista, Moraes atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que apura a disseminação de notícias falsas e atuação de suposta organização criminosa que atentaria contra o Estado Democrático e de Direito. A decisão do ministro do STF foi assinada no dia 5 de outubro, mas tornada pública pela imprensa somente ontem. Em 2020, o editor do Terça Livre havia sido alvo de mandado de busca e apreensão.

As medidas cautelares anteriormente impostas se demonstraram ineficientes para coibir as práticas criminosas

Alexandre de Moraes

“O quadro fático que tem se consolidado desde o ano passado permite concluir pela adequação e proporcionalidade da medida extrema de restrição de liberdade, pois as medidas cautelares anteriormente impostas se demonstraram ineficientes para coibir as práticas criminosas”, escreveu Alexandre de Moraes em trecho de sua decisão contra Allan dos Santos, informa a Agência Brasil.

Allan dos Santos na lista da Interpol?

Ciente de que o alvo judicial está fora do Brasil, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o Ministério da Justiça e a Embaixada dos Estados Unidos iniciem o processo de extradição. Além disso, o magistrado determinou o bloqueio das contas bancárias de Allan dos Santos, a suspensão das contas dele e do Terça Livre nas redes sociais e pediu a inclusão do nome do comunicador na lista de procurados pela Polícia Internacional (Interpol).

Após saber que teve a prisão ordenada, Allan dos Santos concedeu entrevista ao programa ‘Os Pingos nos Is’, da Jovem Pan. Ele evitou falar de suas ações daqui para frente, mas indicou que poderá pedir asilo político a algum país e apostou que a Interpol não deverá aceitar colocá-lo na lista de foragidos internacionais.

Ainda existem leis e instituições que querem proteger os direitos fundamentais e a liberdade de opinião

Allan dos Santos

“Há casos recentes provenientes de Venezuela, China, Equador, e a Interpol não aceitou”, comentou o jornalista ao participar da JP, pontuou o site da Revista Oeste. “Até agora, o que nós temos é o Alexandre de Moraes pedindo ao Ministério da Justiça e à Interpol para que o desejo dele seja concluído. Existe um abismo até aí. Ainda existem leis e instituições que querem proteger os direitos fundamentais e a liberdade de opinião”, prosseguiu o editor do Terça Livre.

Fim do Terça Livre

Site que tem Allan dos Santos como um dos idealizadores, o Terça Livre anunciou o encerramento de suas atividades. A decisão, conforme registrada pela reportagem do portal Metrópoles, foi tornada pública por Italo Lorenzon — outro integrante do projeto que está na mira de investigações sobre disseminação de fake news. A página está fora do ar desde a noite dessa sexta-feira, 22.

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Anderson Scardoelli

Jornalista, 32 anos. Natural de São Caetano do Sul (SP) e criado em Sapopemba, distrito da zona lesta da capital paulista. Formado em jornalismo pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e com especialização em jornalismo digital pela ESPM. Trabalhou de forma ininterrupta no Grupo Comunique-se durante 11 anos, período em que foi de estagiário de pesquisa a editor sênior. Em maio de 2020, deixou a empresa para ser repórter do site da Revista Oeste. Após dez meses fora, voltou ao Comunique-se como editor-chefe, cargo que ocupa atualmente.

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