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Bombeiro confessa ter ateado fogo contra redação de jornal

Bombeiro confessa ter ateado fogo contra redação de jornal
Imagem: Reprodução/ YouTube

O motivo relatado seria uma revolta contra a atuação da imprensa durante a pandemia da Covid-19

Um integrante do Corpo de Bombeiros foi o responsável por atear fogo na porta de um jornal no interior de São Paulo. O caso ocorreu na cidade de Olímpia, no dia 17 de março, e foi confessado por Cláudio José de Azevedo Assis, que afirmou ter agido em revolta à atuação da imprensa no combate à pandemia da Covid-19. O veículo de comunicação incendiado foi o Folha da Região.

De acordo com notícia publicada pelo G1, as chamas atingiram a sede do jornal, onde também funcionam o site IFolha e a Rádio Cidade FM, chegando à porta da casa de José Antonio Arantes, dono e editor do veículo. O jornalista mora no mesmo local e estava com a família quando sentiu o cheiro de fumaça.

Uma matéria da Abraji aponta que a polícia suspeitava de que o crime teria sido motivado pelo posicionamento do jornal de forma favorável às medidas restritivas para conter os avanços da pandemia da Covid-19, o que foi confirmado pelo próprio bombeiro.

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Além de ter acesso a um vídeo gravado pela câmera de segurança que mostra o momento exato em que Assis chega para cometer o crime, ao revistar a casa do suspeito, a polícia encontrou a mochila utilizada para carregar gasolina até o prédio do jornal.

Apesar das provas e da confissão, Cláudio José de Azevedo Assis responderá em liberdade. À Abraji, o delegado responsável pelo caso afirmou que a decisão deve-se ao fato de que ele se apresentou de forma espontânea e tem a ficha limpa, além de residência e empregos fixos.

A situação, no entanto, traz insegurança a Arantes, que já sofreu ameaças anteriormente e não descarta a possibilidade de ter sido um crime encomendado. Além disso, ele revelou ter medo de que o bombeiro tenha novos surtos psicóticos que o levem a atacar o jornal. “É difícil imaginar que uma pessoa treinada para salvar vidas possa cometer esse crime”, disse à Associação.

SOBRE O AUTOR

Julia Renó

Jornalista, 23 anos. Natural de São José dos Campos (SP), onde vive atualmente, após temporadas em Campo Grande (MS). Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (MS) e voluntária da ONG Fraternidade sem Fronteiras, integra o time de jornalistas do Grupo Comunique-se desde julho de 2020.

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