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“É um marco da Veja contra o preconceito”, diz André Petry sobre premiação

Andre Petry, diretor de redação da Veja, durante abertura da premiação (Imagem: Reinaldo Canato)

Diretor de redação de Veja, André Petry abriu a primeira edição do Prêmio Veja-se, evento realizado na noite de terça-feira, 12, em São Paulo

O Grupo Abril realizou na terça-feira, 12, a primeira edição do Veja-se, premiação dedicada a reconhecer e divulgar trabalhos inspiradores espalhados pelo Brasil. No mesmo formato do Prêmio Claudia, o evento sai em busca das histórias numa verdadeira garimpagem pelo país. Quando encontra, registra em vídeo e oferece à banca julgadora e aos internautas para a votação. Neste ano de estreia, o reconhecimento aconteceu nas categorias Educação, Inovação, Saúde, Diversidade, Políticas Públicas e Cultura. O evento realizado no Teatro Santander, em São Paulo, teve apresentação de Fernanda Torres, nomeada como mestre de cerimônia desta edição. Na abertura, Petry explicou o projeto e falou sobre as comemorações dos 50 anos de Veja, comemorado em setembro de 2018.

“A missão de Veja foi, é e será a defesa intransigente da democracia, da livre iniciativa e da justiça social. É por defender esse tripé que Veja tem feito combate sem trégua às notícias falsas, à manipulação, à mentira que tanto fere a democracia. Combate sem trégua à desigualdade e injustiça social, que é tão desumana neste país. E combate à intolerância! Qualquer tipo de intolerância: política, racial, sexual, religiosa, de gênero e de diversidade brasileira, que é o grande patrimônio deste país. Neste evento, Veja convida a todos nós a celebrar esta missão e nos ver a nós mesmos como participantes ativos na construção desta obra, daí o nome Veja-se”, disse.

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O diretor de redação adiantou, ainda, que o prêmio é só o início das comemorações do aniversário da publicação, sendo que ao longo de 2018, os leitores podem esperar novidades na revista, site, livros e eventos especiais, incluindo a 2ª edição do Veja-se, que neste ano teve o patrocínio da Vivara, da Petrobras, da Guardian Glass e da Água Ama.

Para chegar ao nome dos grandes vencedores, a publicação do Grupo Abril organizou mesa julgadora formada por Lilian Schwarcz, Milu Villela, Artur Avila, Marcelo Gleiser, David Uip, Regina Ermírio de Moraes, Nizan Guanaes, Claudia Costin, Zica de Assis e Lillian Witte Fibe, além do voto popular feito por meio da internet. Os vencedores de cada categoria são: Flávia Rezek (Educação), Roberto Nogueira (Inovação), Priscila Miranda (Saúde), Maitê Lourenço (Diversidade), Joice Toyota (Políticas Públicas) e Sylvia Guimarães (Cultura).

Conheça, abaixo, o breve perfil de cada premiado, conforme divulgação da Veja:

veja se premiados
Os 18 finalistas do Prêmio Veja-se, responsáveis por iniciativas que melhoram o Brasil em seis áreas: Cultura, Diversidade, Educação, Inovação, Políticas Públicas e Saúde (Imagem: Reinaldo Canato)

Flávia Rezek, Educação
Vencedora do Prêmio Veja-se na categoria ‘Educação’, a professora Flávia Rezek é diretora de uma escola pública em uma favela conflagrada do Rio de Janeiro. Mesmo com as dificuldades em razão da violência, a escola dirigida por Flávia é uma das quinze melhores do Brasil.

Roberto Nogueira, Inovação
O empresário Roberto Nogueira fundou, em 1998, a Brisanet, uma empresa que leva internet e telefone a regiões afastadas do sertão nordestino. Vencedor do Prêmio Veja-se na categoria ‘Inovação’, Nogueira viveu até os 16 anos sem energia elétrica e, hoje, utiliza fibra ótica para permitir que mais pessoas tenham acessos às novas tecnologias. Como disse o empresário ao receber o troféu, trata-se, mais do que internet ou televisão, de desenvolvimento para o Nordeste.

Priscila Miranda, Saúde
A oncologista Priscila Miranda venceu o prêmio na categoria ‘Saúde’ depois de ter fundado uma associação que acolhe pacientes carentes em Montes Claros, cidade no interior de Minas Gerais. Graças ao trabalho da médica, milhares de pessoas com câncer ganharam esperança para lutar contra a doença. Mais de 7.000 pessoas já passaram pelos leitos da Associação Presente.

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Maitê Lourenço, Diversidade
A psicóloga e empreendedora Maitê Lourenço venceu o Prêmio Veja-se na categoria ‘Diversidade’ por causa do seu trabalho no projeto Black Rocks, uma empresa que acelera startups e dá mentorias de carreira para pessoas negras. Maitê percebeu a falta de negros no mercado de tecnologia e decidiu empreender para ajudar a reduzir a desigualdade racial no Brasil – e no mundo da tecnologia e inovação.

Joice Toyota, Políticas Públicas
Vencedora do Prêmio Veja-se na categoria ‘Políticas Públicas’, a engenheira Joice Toyota é a fundadora do Vetor Brasil, projeto que busca atrair e capacitar jovens talentosos para melhorar os resultados da gestão pública no Brasil. O Vetor, que em sua última edição teve 14.000 inscritos para vagas de trainee em prefeituras e governos estaduais, tem como mote “seja você a mudança que você quer no governo”.

Sylvia Guimarães, Cultura
A professora de história Sylvia Guimarães venceu o Prêmio Veja-se na categoria ‘Cultura’ por dirigir uma organização que distribui livros e estimula a leitura em regiões afastadas da Amazônia. Com a ajuda de governos e líderes comunitários, a Vaga Lume cria e mantém bibliotecas nessas regiões. Ao receber o troféu, Sylvia provocou: “O que vai acontecer se a gente decidir hoje que todas as crianças do Brasil merecem ser inundadas de cultura?”.

Veja disponibiliza as histórias gravadas em vídeo de cada premiado neste link.

SOBRE O AUTOR

Nathália Carvalho

Nathália Carvalho

Jornalista com dez anos de experiência em reportagem. Especializada na cobertura do mercado de comunicação, bastidores do jornalismo, marketing, publicidade e propaganda. Graduada pela Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação e pós-graduada em Cinema, Vídeo e Fotografia: Criação em Multimeios na Universidade Anhembi Morumbi.

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