OPINIÃO

Eleições: lições para uma comunicação vitoriosa

eleicoes - comunicacao - artigo do jornalista joao paulo borges
(Imagem: reprodução)

Em artigo para o Portal Comunique-se, o jornalista João Paulo Borges aborda as eleições. Ele fala de marketing político e do papel da comunicação no pleito deste ano

Milhões de brasileiros terão seis decisões importantes no dia 7 de outubro para tomar. Em quem confiar o voto para presidir o país, governar os estados e representar-lhes nas casas legislativas estaduais e federal? Poucos ainda estão pensando nas eleições, é verdade. No máximo discutem sobre os possíveis presidenciáveis. Até a data da votação, quem trabalha no meio político tem muito trabalho pela frente, principalmente os profissionais que atuam na equipe de comunicação de partidos e candidatos.

Para auxiliar nesta tarefa, o Sinapro promoveu no dia 25 de abril, em Florianópolis, o I Seminário Catarinense de Marketing Político. Um evento de alto nível que deixou importantes lições sobre comunicação para uma campanha vitoriosa nas eleições 2018.

Entre elas, as melhores foram do professor Marcelo Vitorino, experiente profissional que atua na comunicação de campanhas há 16 anos no eixo Brasília-São Paulo-Rio de Janeiro. Na análise dele, essa será uma das melhores campanhas de todos os tempos e um dos trunfos será a segmentação.

Ano passado, em artigo sobre o uso assertivo do WhatsApp, falei sobre isso – Whats muito além de grupos. Sobre a tão sonhada conquista da confiança do eleitor, ele afirmou que o eleitor é egoísta e quer saber quem resolverá seu problema, não o do país ou do estado. Quem souber convencê-lo sairá vencedor.

“Vejo que alguns só darão conta da importância de investir em comunicação após o revés nas urnas”

Aos candidatos que só aparecem em ano eleitoral, os conhecidos”Copa do Mundo”, Marcelo Vitorino alertou que “o tempo é fator prioritário do ano eleitoral”. Não à toa tem centenas de candidatos atrasados e com uma comunicação muito superficial. Será que terão tempo de ajustar os ponteiros e convencer os cidadãos de que são as melhores opções para as eleições deste ano? Só o tempo dirá, mas, como observador, vejo que alguns só darão conta da importância de investir em comunicação após o revés nas urnas. Será tarde!

Por falar em urnas, neste ano o mais complicado para quem acompanha política é desvendar quem serão os candidatos mais viáveis e com possibilidades de vitória. A menos de um mês para as convenções partidárias que definirão os concorrentes, o cenário é de imprevisibilidade tanto em nível estadual como nacional. O que não faltam são pré-candidatos. Diante deste cenário, o Sinapro convidou um seleto time de jornalistas para um bate-papo riquíssimo. No mesmo palco Cláudio Prisco Paraíso, Adelor Lessa, Roberto Azevedo e Upiara Boshi, mediados pelo Paulo Alceu.

Das análises, muitas indagações e poucas certezas. Entre elas, Lessa questionou o quanto a indignação manifestada pela população nas redes sociais refletirá em votos por renovação? Boa reflexão! Em 2013 milhões de brasileiros foram às ruas em protesto contra “tudo que estava aí ” e o que assistimos nas eleições de 2014 foi pouca renovação, principalmente no Legislativo.

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Por João Paulo Borges. Jornalista especialista em ciência política, com 11 anos de experiência entre Brasília e Florianópolis.

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