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Reportagem sobre pirâmide financeira rende ameaças a jornalista da Globo

Lívia Torres - Globo - ameaça - ABI
A jornalista Lívia Torres. (Imagem: Reprodução/Rede Globo)

Lívia Torres recebeu apoio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da própria emissora

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A produção de reportagem sobre possível esquema de pirâmide financeira rendeu momentos de tensão para a jornalista Lívia Torres, da Rede Globo. Exibida da última edição do ‘Fantástico’, a matéria com participação da profissional apresentou denúncias contra Glaidson Acácio dos Santos e a empresa criada por ele no litoral fluminense, a GAS Consultoria.

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Antes mesmo de a reportagem em questão ir ao ar, um grupo ligado a Glaidson, que foi preso a partir de operação liderada pela Polícia Federal, protestou em frente à sede do jornalismo da Rede Globo, na zona sul do Rio de Janeiro. No ato, manifestantes tentaram intimidar a repórter, conforme registrado pelo projeto Nós da Imprensa. O protesto ocorreu na última sexta-feira, 27.

Diante do ocorrido, Lívia Torres ganhou apoio do comando da emissora em que trabalha, que classificou sem empenho diante da reportagem como “exemplar”. Em nota divulgada originalmente pelo portal UOL, a Globo enfatizou que “qualquer tentativa de intimidação, como a retratada no vídeo, e reitera que continuará a noticiar os fatos em relação ao tema em questão”, informou a equipe de comunicação do veículo.

Represália a matérias jornalísticas

ABI sobre protesto contra a jornalista Lívia Torres

Com a divulgação da manifestação contra a jornalista, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também se posicionou. Em nota oficial divulgada em seu site, a entidade afirmou que “essas ameaças são represália a matérias jornalísticas sobre o mecanismo denominado pirâmide, no qual um grande número de pessoas foi lesado”.

Apoio a Lívia Torres e crítica a Jair Bolsonaro

O protesto contra a repórter da Rede Globo fez a ABI aproveitar para criticar o presidente da República. Para a entidade, Bolsonaro estimula ameaças contra profissionais da comunicação. “O episódio é gravíssimo e exige providências imediatas das autoridades, identificando e levando à Justiça os responsáveis. Ameaças a jornalistas têm se multiplicado nos últimos tempos. Em boa medida elas são estimuladas pelo comportamento do presidente Jair Bolsonaro, que hostiliza a imprensa quase diariamente.”

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Anderson Scardoelli

Jornalista, 32 anos. Natural de São Caetano do Sul (SP) e criado em Sapopemba, distrito da zona lesta da capital paulista. Formado em jornalismo pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e com especialização em jornalismo digital pela ESPM. Trabalhou de forma ininterrupta no Grupo Comunique-se durante 11 anos, período em que foi de estagiário de pesquisa a editor sênior. Em maio de 2020, deixou a empresa para ser repórter do site da Revista Oeste. Após dez meses fora, voltou ao Comunique-se como editor-chefe, cargo que ocupa atualmente.

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