OPINIÃO

No front da pandemia, saudações à imprensa – por Pedro Lichtnow

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Imagem: Canva

“A notícia, verdadeira e compacta, não chega gratuitamente”

Aos profissionais de imprensa, minha salva de palmas. Jornalistas, repórteres, cinegrafistas, repórteres-fotográficos, editores e articulistas. Em meio à pandemia de Covid-19, eles também estão na linha de frente.

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No front direto com a informação e a notícia. Próximos e próximas de toda à luta travada contra o vírus, espelhando as faces do sistema, as mazelas da população, o antagonismo público e governamental.

A notícia, verdadeira e compacta, não chega gratuitamente. Para serem veiculadas na imprensa, na televisão, nas rádios, em meios virtuais e digitais, nos jornais e nas revistas, é preciso que alguém a busque, prontifique-se, descubra, evidencie, organize, certifique-se, cheque a veracidade, encontre a fonte certa, as imagens coesas e busque os offs oficiais.

Mais do que isso, há um sentido subjetivo, implícito e de propósito. De missão de vida, de compromisso com a verdade, com as normas e diretrizes da profissão. Com a formação interior e consciente de cada profissional, de riscos “calculados” e perigos iminentes em todo o drama que o mundo passa neste momento.

Sim!!!! É preciso dar salva de palmas aos profissionais da mídia e da imprensa. Para quem levanta pela manhã, cheio de fé, com o gosto e o cheiro do café, com muita determinação e vontade de narrar a história.

“Veste sua máscara, lubrifica as mãos de álcool em gel, impõe o microfone, prepara a pauta e segue para o front”

Para quem, assim como qualquer outro cidadão ou outra cidadã no mundo, vive mais um dia de cada vez, sem mais a certeza do amanhã. Que veste sua máscara, lubrifica as mãos de álcool em gel, impõe o microfone, prepara a pauta e segue para o front.

Para a frente de hospitais, delegacias, necrotérios. Para acompanhar e noticiar o drama de famílias, das pessoas, dos médicos, dos profissionais da saúde, do mundo inteiro. Revelando, percebendo e sentindo, a cada nova história, o sofrimento, a tristeza, a preocupação, os dilemas sociais e o descaso público, muitas vezes.

Sempre com seriedade, com tom de imparcialidade, mas com o coração ferido, retido e compelido pela mesma sensação de espanto e de indignação.

Aos profissionais da imprensa, minha modesta salva de palmas.

Sigam firmes, com fé, resiliência e determinação. Com suas máscaras de esperança, de dignidade e de honra nesta grande missão de transmitir, simplesmente, a verdade dos fatos, ao narrar a história e um momento tão marcante, que, certamente, mudará os rumos da própria humanidade.