COMUNICAÇÃO

Em tributo, jornal chora pelas 300 mil mortes por causa da Covid

jornal o dia - 300 mil mortes - covid-19
Imagem: Divulgação/O Dia

O Dia, do Rio de Janeiro, pergunta: até quando?

O Brasil superou a ingloriosa marca de mais de 300 mil mortes em decorrência do novo coronavírus na quarta-feira, 24. Diante de tal situação, a versão impressa de O Dia circulou de forma diferente no Rio de Janeiro nesta quinta, 25. Em vez de cor e chamadas para reportagens internas, luto, choro e questionamento de até quando o país sofrerá com a pandemia da Covid-19.

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Em forma de tributo às vítimas brasileiras da doença viral, a edição de hoje do jornal O Dia estampou em sua primeira página o rosto de uma caveira, que aparece chorando, com as lágrimas (em formato de cruzes) formando o mapa do Brasil.

“Pensando nessas milhares de vidas perdidas, o Grupo O Dia de Comunicação, em solidariedade às famílias e vítimas, hoje está diferente, em preto e branco, em luto”

“O Brasil em particular já se tornou o epicentro dessa pandemia, ultrapassamos, lamentavelmente, o número de 300.000 mil óbitos causados pela Covid-19, pensando nessas milhares de vidas perdidas, o Grupo O Dia de Comunicação, em solidariedade às famílias e vítimas, hoje está diferente, em preto e branco, em luto pelas esperanças e sonhos que ficaram pelo caminho”, informa a direção do veículo de mídia em comunicado divulgado à imprensa.

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O tributo ainda se estendeu ao outro impresso mantido pela empresa, o Meia Hora, que também chegou às bancas sem nenhuma outra cor que não fosse preto e branco.

Drama

Nas páginas internas, O Dia apresentou conteúdos relacionados ao tema Covid-19. Com mais de 300 mil mortes, o editorial do jornal classificou a questão como “o maior drama da história do Brasil”. Para respaldar tal posicionamento, reportagem informa que tal volume de óbitos representa:

  • A população de 83 cidades do Estado fluminense;
  • Quatro estádios do tamanho do Maracanã lotados;
  • 30 mil incêndios da tragédia do Ninho do Urubu;
  • 4.225 voos da Chapecoense;
  • 90% do efetivo das Forças Armadas do Brasil.
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SOBRE O AUTOR

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Anderson Scardoelli

Jornalista, 31 anos. Natural de São Caetano do Sul (SP) e criado em Sapopemba, distrito da zona lesta da capital paulista. Formado em jornalismo pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e com especialização em jornalismo digital pela ESPM. Trabalhou de forma ininterrupta no Grupo Comunique-se durante 11 anos, período em que foi de estagiário de pesquisa a editor sênior. Em maio de 2020, deixou a empresa para ser repórter do site da Revista Oeste. Após dez meses fora, voltou ao Comunique-se como editor-chefe, cargo que ocupa atualmente.

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