Segundo dados do Censo Demográfico 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões dos brasileiros consideram possuir alguma deficiência, representando 23,9% da população do país. A deficiência visual foi a que mais apareceu entre as respostas, chegando a 35,7 milhões dos entrevistados. Ainda segundo o levantamento, cerca de 9,7 milhões se declararam deficientes auditivos (5,1%). Esses dados são importantes, entre outras áreas, para quem lida com publicidade.
A fim de tornar o acesso à informação mais fácil a essa parcela da população, em janeiro de 2016, entrou em vigor a lei que obriga a inclusão do recurso closed caption em produções audiovisuais brasileiras. Diferente das legendas comuns, os closed captions transcrevem os diálogos de uma cena e descrevem sua sonoridade, mostrando a entrada de músicas e outros sons, facilitando a compreensão do conteúdo exibido. Com a regulamentação, todos os materiais publicitários entregues nas emissoras devem conter legendas que podem ser acionadas pelo controle remoto. Porém, isso ainda está longe de ser realidade.
Além desse recurso, que é obrigatório por lei, as janelas de libras e a audiodescrição tornaram-se fundamentais para que os materiais de publicidade sejam inclusivos. E, apesar da tecnologia facilitar o alcance a essas ferramentas, que possibilitam chegar a um público que era pouco impactado pela mensagem, ainda são poucas as empresas que decidem investir em acessibilidade.
Um dos principais pontos levantados pelos anunciantes para não aplicar nenhum destes recursos nas campanhas é o custo. De acordo com as estimativas da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro), o valor para adequação de uma produtora feito por uma equipe interna gira em torno dos R$ 30 mil. Porém, já existem empresas terceirizadas que podem realizar esse trabalho, com um custo 97% menor. Ou seja, alternativas existem para quem quer dar acesso a todo tipo de público.
A acessibilidade na publicidade ainda engatinha no Brasil, mas aos poucos temos visto marcas entendendo o valor dessa iniciativa. Por isso, não podemos deixar de discutir o tema e fomentar cada vez mais este tipo de ação, até que ela entre no hall de atividades que são consideradas essenciais a um bom trabalho.
Portanto, deixo aqui um pedido. Não se deixe intimidar pelos investimentos. Antes, traga essa discussão na hora de elaborar seu anúncio, pensando na população como um todo. Inclua recursos como o closed caption, audiodescrição e libras desde o início do projeto, dessa forma será mais fácil e barato fazer a adequação. Para mudar o mundo basta uma pequena atitude. Que tal começar por você?
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Por Celso Vergeiro. CEO da Adstream, maior plataforma de armazenamento e distribuição de conteúdo publicitário do mundo.
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