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Pesquisa revela vulnerabilidade social dos associados da ABI

jornalistas ABI

A pesquisa “A Saúde do Associado em Tempos de Pandemia”, realizada pela Diretoria de Assistência Social da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) em abril de 2020, mostrou a vulnerabilidade social em que se encontra boa parte dos jornalistas e demais profissionais vinculados à entidade. Quase a metade dos entrevistados (47,8%) depende do Sistema Único de Saúde; a maioria (59,6%) é usuária de transportes públicos e quase um terço (30,9%) ganha menos de três salários mínimos.

Das 57 pessoas entrevistadas, 26 responderam que não têm nenhum plano de saúde. Indagadas se possuem alguma doença crônica, 30 pessoas responderam que sim. As mais comuns são hipertensão, enfisema pulmonar e diabetes – importantes fatores de risco para o agravamento de quadros de Covid-19.

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A pesquisa também apontou a fragilidade dos vínculos de trabalho entre os que ainda estão no mercado de trabalho e o empobrecimento daqueles que sobrevivem dos ganhos da aposentadoria. Do total de entrevistados, apenas 12% se declararam empregados. Metade (50,9%) é de aposentados ou pensionistas; 22,8% atuam como freelancer; 7% estão desempregados e 7% atuam como empreendedores ou empresários.

Propostas para 2021

Um programa voltado para a melhoria das condições de saúde do associado, que inclui ações informativas e educativas, novos convênios e parcerias, especialmente na área de telemedicina, é o principal carro-chefe do Plano de Ação da DAS para 2021, que propõe um conjunto de 10 ações dentro do tripé “vida saudável + integração social + revalorização profissional”.

“A Diretoria de Assistência Social, junto à comissão composta atualmente de 13 associados e conselheiros, e com apoio do Conselho Deliberativo, estuda uma série de outras atividades, sem impacto financeiro para a casa, que ajudem especialmente aos associados em situação de vulnerabilidade social e emocional”, disse a diretora da ABI, a jornalista Rosayne Macedo.

Segundo ela, o maior desafio é buscar um plano de saúde que atenda ao perfil etário dos associados, com custos razoáveis, sem contrapartida financeira da instituição, que atravessa uma grave crise financeira. “Por isso a busca por planos de saúde alternativos e mais acessíveis, especialmente que atendam pelo sistema de telemedicina”, enfatiza.