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Polícia prende suspeitos pelo assassinato de radialista

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Três suspeitos de envolvimento no assassinato de Jefferson Pureza foram presos pela Polícia Civil de Edeia. Radialista foi morto em janeiro no interior de Goiás

A Polícia Civil de Edeia (GO) prendeu na manhã da última sexta feira, 9, três suspeitos do assassinato do radialista Jefferson Pureza, além de apreender um adolescente. Entre os presos está o vereador José Eduardo Alves da Silva (PR), suspeito de ser o mandante do assassinato, e o caseiro Marcelo Rodrigues dos Santos, de 39 anos, que é acusado de ser o intermediário.

Rodrigues dos Santos teria contratado, por 5 mil reais, Leandro Cintra da Silva, de 23 anos, e um adolescente de 17 anos, que seriam os executores. As prisões fazem parte da Operação Nuntius.

Segundo o delegado Queops Barreto, responsável pelo caso, o assassinato teve “um misto de motivação política e passional”. No primeiro aspecto, pelas reiteradas críticas que o radialista fazia à gestão municipal e aos vereadores da situação em seu programa de rádio; no segundo, porque Pureza teria tido um caso com a ex-mulher do vereador.

Em 26 de janeiro de 2017, ao vivo em seu programa, o radialista disse que José Eduardo teria encomendado a sua morte. Além do vereador, Pureza mencionou o ex-prefeito João Batista “Boiadeiro” (PTB).

O radialista foi morto com três tiros na noite de 17 de jan de 2018. Pureza trabalhava na rádio Beira Rio FM, apresentando o programa ‘A Voz do Povo’. A rádio foi alvo de ataques mais de uma vez. Na mais recente, em novembro de 2017, foi completamente incendiada. A emissora tinha planos de voltar a funcionar, até o assassinato do radialista.

https://www.youtube.com/watch?v=7avRberl1xg

Jornalistas apuram o caso

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) acompanha o caso no âmbito do Programa Tim Lopes. No final de janeiro, uma equipe da associação visitou a região para obter mais informações sobre o crime. O Programa Tim Lopes é financiado pela Open Society Foundations e tem por objetivo fomentar a apuração completa de casos de homicídio, sequestro ou tentativa de homicídio contra comunicadores.

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Por Rafael Oliveira. Com informações de O PopularG1 e Mais Goiás.

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Abraji

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Criada em 2002 por um grupo de jornalistas brasileiros interessados em trocar experiências, informações e dicas sobre reportagem, principalmente sobre reportagens investigativas. É mantida pelos próprios jornalistas e não tem fins lucrativos.

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