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Prêmio Cabíria de Roteiro: representação de gênero nas telas

prêmio - cabíria
(Imagem: Reprodução/Cabíria)

Prêmio quer estimular produção de histórias com protagonistas femininas

Pense num filme que você gosta. Nele há pelo menos duas personagens mulheres? Elas têm nomes? Elas conversam entre si? Quando conversam, falam sobre alguma coisa que não seja sobre homens? Se você respondeu sim a todas as perguntas, parabéns, seu filme passou no teste de Bechdel, que pode ser usado como um indicativo de preconceito de gênero ao analisar obras ficcionais. No site “bechdeltest.com” há aproximadamente 6.500 filmes catalogados, e apenas 58% deles passaram em todas as perguntas do teste.

Para ajudar reverter essa situação foi criado em 2016 o Prêmio Cabíria de Roteiro para histórias com protagonistas femininas, que está agora fazendo o processo seletivo das obras inscritas em sua segunda edição. Somando as duas edições, 280 roteiros com protagonistas femininas foram inscritos na premiação. Os premiados de 2016 foram “O Filho Plantado”, de Thaís Fujinaga, em primeiro lugar; “Estrela sem céu”, de Guilherme Macedo, em segundo lugar; e “Terceira Página”, de Cecília Engels, em terceiro lugar.

“Queremos mais mulheres, queremos estimular mais roteiristas mulheres e homens a escrever personagens femininos mais interessantes e mais diversos”, afirmou a roteirista Marília Nogueira, idealizadora do prêmio, que em meados do ano que vem abrirá novas inscrições.

SOBRE O AUTOR

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Krishna Mahon

Graduada em jornalismo e cinema, com curso de extensão em ficção científica pela Universidade de Michigan (EUA) e bagagem considerável pelo meio televisivo - meio em que atua há mais de 20 anos. Já passou por Rede Minas, Discovery, Mixer Films. De 2010 a maio de 2018, fez parte da equipe da A&E Television, onde já foi produtora executiva e respondeu como diretora de conteúdo original dos quatro canais da empresa: History, A&E, Lifetime e H2. Agora, traz para o Portal Comunique-se a "Imprensa Mahon", projeto que está no ar no YouTube desde 2016.

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