COMUNICAÇÃO

Presidente consegue unir jornalistas da esquerda à direita

presidente bolsonaro - jornalista de direita e esquerda se unem - antonio cruz
O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa em frente ao Palácio da Alvorada. (Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Depoimento de Jair Bolsonaro motiva críticas de comunicadores. Alinhados à esquerda ou à direita, jornalistas sinalizam até possível impeachment do presidente da República

“O primeiro suicídio político transmitido em rede nacional de rádio e televisão”. Assim definiu Ricardo Noblat ao comentar, via Twitter, o mais recente depoimento do presidente Jair Bolsonaro. O colunista da Veja.com não foi, contudo, o único comunicador a usar as redes sociais para criticar a conduta do líder da República. O conteúdo exibido no rádio e na televisão na noite de terça-feira, 24, ajudou para unir jornalistas da direita e da esquerda contra o posicionamento do mandatário do país.

Impeachment?

Ex-repórter da TV Globo, Cristina Serra avalia que é preciso ir além do impedimento de exercício do cargo. Para ela, Bolsonaro cometeu crime e deve ser preso. “Impeachment não basta. Cadeia nele!”, publicou em seu perfil no Facebook. Ricardo Noblat, por sua vez, não se limitou à questão do “suicídio político”. Ele questionou se o depoimento exibido em pleno horário nobre foi feito por uma autoridade ou por um “carniceiro”. Vera Magalhães, do Estadão e da TV Cultura, se atentou à rápida movimentação vinda do comando do Senado.

Impeachment não basta. Cadeia nele!

Publicado por Cristina Serra em Terça-feira, 24 de março de 2020

Jair apostou TUDO o que tinha. Pagou pra ver. A se confirmar a tragédia no Brasil, seu governo cai.Anotem.

Publicado por Felipe Barreto em Terça-feira, 24 de março de 2020

"Contra tudo e contra todos", como ele falou, Bolsonaro marcha firme para o abismo

Publicado por Ricardo Kotscho em Terça-feira, 24 de março de 2020

Camisa de força

Em vez de cogitar a respeito de possível fim antecipado do governo Bolsonaro, um grupo de jornalistas preferiu colocar em discussão o real estado de saúde mental do presidente da República. Comentarista da BandNews FM e colunista da Folha de S. Paulo, José Simão não perdeu a piada. “Bolsonaro é positivo para a demência”, garantiu. Colunista do Correio Braziliense que afirmou que o mandatário e a primeira-dama do país podem estar infectados pelo novo coronavírus, Vicente Nunes foi enfático. “Bolsonaro precisa ser interditado já!”, indicou. Outros comunicadores fizeram alusão ao uso de camisa de força.

O que o Ministro da Saúde está esperando pra pedir demissão e ir pra casa? Vai pra casa, Mandetta!

Publicado por Nelson Nunes em Terça-feira, 24 de março de 2020

Se bobear, bastam um soldado e um cabo. E uma camisa de força.

Publicado por Sérgio Rodrigues em Terça-feira, 24 de março de 2020

Bolsonaro precisa ser interditado ou renunciar. Não possui qualquer condição para conduzir o Brasil em tempo de pandemia…

Publicado por George Marques em Terça-feira, 24 de março de 2020

BOLSONARO TÁ LOUCO! INTERDIÇÃO JÁ!

Publicado por Zallo Comucci em Terça-feira, 24 de março de 2020

Ironias e contundência

Em seu depoimento, Jair Bolsonaro ironizou o trabalho da imprensa na cobertura do coronavírus. Pelas redes sociais, jornalistas foram responsáveis por atitudes similares. Alguns ironizaram o discurso do presidente da República. Foi o caso de Mario Sabino. “Pense bem: sem Bolsonaro, que graça teria esta quarentena? Bolsonaro é também entretenimento”, pontuou o fundador do site O Antagonista e da revista digital Crusoé. Âncora da CNN Brasil, William Waack definiu a atitude presidencial em poucas palavras. “Irresponsável e fim”.

SOBRE O AUTOR

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Anderson Scardoelli

Orelhudo, observador e contador de histórias. Não necessariamente nessa ordem. De sua querida Estância Turística de Sapopemba, na zona leste de São Paulo, para o mundo. Graduado em jornalismo pela Uninove e com especialização em jornalismo digital pela ESPM, mas gosta mesmo de dizer que foi formado pelo Comunique-se. Trabalha na empresa há mais de 10 anos, indo de estagiário de pesquisa a editor sênior. No meio do caminho, foi estagiário de redação, trainee, subeditor, editor júnior e editor pleno. Gosta de escrever e de falar sobre (adivinhem?) jornalismo!

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