OPINIÃO

Quando tudo podemos, o que queremos?

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A feminilidade atual convive com o tempo e não é obscurecida pela maturidade, ao invés, resplandece, iluminada por uma luz que transcende os modelos do passado.

As mulheres modernas intensificam sua posição e escolhem: votar ou ser votada, patroa ou funcionária, empresária, sócia ou parceira, cientista ou militar: exército, marinha, aeronáutica abrem-se como possibilidades para as mulheres. A feminização do magistério evidencia ainda que a educação da juventude é comandada por mulheres e tantos organismos nacionais e internacionais demonstram interessar-se pelo tema.

A isto chamamos poder!

Se é verdade que querer é poder, abre-se para as mulheres do século XXI o poder de querer. Finalmente tudo é possível e não nos convém blefar contra o nosso potencial, agora livre para andar e talvez, voar.

Ainda incrédulas, em alguns momentos retrocedemos às princesas e aos príncipes, e tomadas por repentina nostalgia chamamos nossas meninas ao nascer de “princesas” e as adornamos com “coroinhas”, invocando aquele tempo em não éramos livres.

Considerando a liberdade como irmã gêmea da responsabilidade, nossos projetos podem hoje sair do papel com vigor e alegria.

A escolha é pessoal: neste momento, quando tudo podemos, o que queremos as mulheres no Século XXI?

*Alice Schuc. Escritora, palestrante, doutora e pesquisadora do universo feminino

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