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Resultado da Covid-19, desemprego recorde torna imprescindível intervenção do Estado para prover benefícios e fomentar a retomada da economia

O empresário José de Moura Teixeira Lopes Junior fala sobre a necessidade de intervenção do Estado e do fechamento do ano com déficit recorde.

São Paulo/SP 4/6/2020 – “O momento requer forte intervenção do Estado, na concessão de benefícios aos necessitados, para que não morram de fome” José de Moura Teixeira Lopes Junior

O país chegou na última semana ao encontro das curvas mais tristes da pandemia. O número de óbitos, que bate recordes dia a dia, agora é acompanhado pelo crescente desemprego registrado pelas baixas nas carteiras assinadas e também no mercado informal, maioria hoje no país. Segundo a PNAD Contínua, houve redução de 4,9 milhões de posto de trabalhos, dentre os quais 3,7 milhões na informalidade.

O Governo Federal anunciou no início da crise a distribuição do benefício de R$600,00 para trabalhadores informais, beneficiários do Bolsa Família, autônomos, desempregados, contribuintes individuais da Previdência e MEI (Micro Empreendedor Individual), por serem ou estarem excluídos do programa do INSS (Seguro Desemprego), na tentativa de amenizar o drama de uma população desamparada de recursos para necessidades básicas, como alimentação, remédios e sustento da família. O programa atingiu, segundo dados oficiais, o número de 45,9 milhões de cadastros. E, embora parte desses cadastros não tenham sido aprovados de acordo com os critérios do programa, a Caixa Econômica Federal informou que 33,2 milhões de trabalhadores receberam a primeira parcela do benefício.

“O mundo inteiro fechará o ano com déficit recorde. O Brasil obviamente não está à margem dessa realidade, que afeta de maneira mais dramática os países em desenvolvimento. O momento requer uma forte intervenção do Estado, seja na concessão de benefícios aos necessitados, para que não morram de fome, seja como agente indutor das atividades econômicas, por meio de investimentos públicos”, afirma o empresário José de Moura Teixeira Lopes Junior. De acordo com Moura Junior, será necessário, logo após a estabilização da pandemia do Coronavírus, “um grande investimento na área de infraestrutura, segmento que demanda muita mão de obra, criando postos de trabalho e, ao mesmo tempo, fazendo com que diminuam os gargalos de desenvolvimento do país”. Mourinha, como é conhecido, ressalta ainda que “o Ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda que siga a linha liberal, entende e defende a intervenção do Estado nas atividades econômicas neste momento”.

Os brasileiros cadastrados aguardam ainda para a primeira quinzena de junho a liberação da segunda parcela do benefício. Paralelamente, o governo tem por certa a necessidade de um terceiro pagamento, provavelmente também de R$ 600, porém divido em parcelas, para que se prolongue por até mais 3 meses.

Há expectativa de que a flexibilização que vem ocorrendo em diversos estados brasileiros, consiga produzir alguma melhora nos resultados do desempenho econômico pífio registrado no primeiro semestre, com a reabertura do comércio e de outras atividades não consideradas essenciais. Ainda que fundamental para o país, essa reabertura precisa seguir critérios rígidos, pois a curva de contaminação e de óbitos registrados no país vem batendo recordes dias a dia. “Esse movimento precisa de muito empenho de todas as esferas da federação, com participação e envolvimento forte de estados e municípios e compromisso da sociedade”, conclui o empresário Moura Júnior.

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