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Resultados das manifestações para a imprensa: equipes hostilizadas e agredidas

Resultados das manifestações para a imprensa: equipes hostilizadas e agredidas
Jornalista realizava a cobertura das manifestações em Brasília. (Imagem: Reprodução/ Metrópoles)

Foram registrados casos em São Paulo, Brasília e Amazonas

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As manifestações de 7 de setembro resultaram em agressões a jornalistas que realizavam coberturas dos atos. Ao menos sete equipes foram atacadas por manifestantes que foram às ruas em apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro.

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As situações de agressão e de hostilização da imprensa foram registradas e repudiadas por entidades da categoria. Entre os seis casos registrados pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), dois foram sofridos pela equipe da Jovem Pan, em São Paulo.

Os jornalistas escalados para a cobertura pela emissora de rádio foram alvo de garrafas e pedaços de madeira arremessados pelos manifestantes. Além dos objetos arremessados, os profissionais também foram cercados e xingados. A equipe deixou o local com escolta policial.

O relato foi feito pelo repórter Maicon Mendes, em suas redes sociais. “Aí está o “povo de Deus” que não deixa a imprensa trabalhar”, afirmou, no Twitter.

Também em São Paulo, a Abraji registrou ainda casos sofridos pelas equipes da TV Bandeirantes e do UOL. A primeira foi impedida de gravar uma passagem por gritos que diziam “Globo Lixo! Fora, jornalista!”. Os profissionais do portal de notícias, por sua vez, foram ofendidos por um manifestante que afirmou que os profissionais deveriam morrer, justificando o ataque por, supostamente, serem esquerdistas.

No Distrito Federal

Em Brasília, o ato em apoio ao presidente da República resultou na violência contra jornalistas do Metrópoles, da CNN Brasil e do SBT. Ainda segundo matéria da Abraji, além deles, um auditor aposentado da Controladoria Geral foi confundido com funcionário da TV Globo e agredido fisicamente, com chutes e socos.

A equipe do portal de notícias Metrópoles foi expulsa da manifestação em meio a xingamentos e foi escoltada por policiais militares até conseguir deixar o local. O mesmo ocorreu com jornalistas das emissoras televisivas, segundo relato da jornalista Natália André à associação.

No Amazonas

A equipe da TV Band Amazonas também foi alvo de agressão durante a cobertura das manifestações de 7 de setembro. Durante gravação, a equipe do canal foi xingada por manifestantes e atacada com latas. Os participantes do ato também avançaram contra os jornalistas com uma bandeira.

O caso foi relatado em nota de repúdio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas (SJP/AM). As entidades relataram ainda que as autoridades policiais estavam ao lado, quando as agressões ocorreram, mas não interviram.

“Diante dos fatos, o SJP/AM e a FENAJ solidarizam-se com os jornalistas Luiz Almeida e Lázaro Wanderley, e colocam-se à disposição de ambos, lamentando a violência praticada pelos apoiadores do presidente Bolsonaro contra os profissionais e à liberdade de imprensa”, finaliza o texto.

Em busca de segurança

Com o objetivo de auxiliar na segurança dos profissionais de imprensa que realizariam a cobertura das manifestações, pouco antes das realizações dos atos em todo o páos, sindicatos de jornalistas e a Fenaj divulgaram uma lista de medidas de proteção que poderiam ser tomadas pelos veículos de comunicação e contatos a serem acionados em caso de violência. As publicações foram amplamente compartilhadas por jornalistas.

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Julia Renó

Jornalista, 23 anos. Natural de São José dos Campos (SP), onde vive atualmente, após temporadas em Campo Grande (MS). Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (MS) e voluntária da ONG Fraternidade sem Fronteiras, integra o time de jornalistas do Grupo Comunique-se desde julho de 2020.

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