COMUNICAÇÃO

Abraji e Farol Jornalismo olham para 2018 no especial “O Jornalismo no Brasil”

especial - abraji - farol jornalismo
(Imagem: Divulgação)

Para fundadora da Farol Jornalismo quem trabalha como repórter ou monitora as redes sociais deverá agir com cautela para escapar das “armadilhas” dos meios digitais

A Abraji e o Farol Jornalismo lançaram, na terça-feira, 12, a segunda edição do especial “O Jornalismo no Brasil”, que traz reflexões e apontamentos sobre os desafios da profissão em 2018.

São diversos artigos em que jornalistas e pesquisadores abordam temas como desinformação, redes sociais, polarização política, jornalismo de dados, checagem de fatos e representatividade no jornalismo.

“O principal desafio é a cobertura eleitoral”, aponta a jornalista e fundadora do Farol Jornalismo, Marcela Donini. “Sempre é difícil de fazer, mas agora estamos vendo um clima de polarização intenso, com discussões muito apaixonadas”. Para ela, quem trabalha como repórter ou monitora as redes sociais de veículos de comunicação deverá agir com cautela para escapar das “armadilhas” dos meios digitais e produzir um jornalismo equilibrado e responsável.

O especial traz textos de Pablo Ortellado (USP), Veronica Toste (NESEG/Mulheres no Jornalismo), Nina Weingrill (Énois), Suzana Barbosa (UFBA), Rafael Sbarai (Globo Esporte/FAAP), Gabriela Zago (pesquisadora), Daniel Magalhães (UFPB), Thiago Medaglia (Ambiental Media) e Francisco Amorim (UFRGS). A edição foi de Marcela Donini e do jornalista Moreno Osório, também do Farol Jornalismo.

Os principais conselhos que os autores do especial dão aos jornalistas que estarão na “linha de frente” da cobertura eleitoral são compreender as redes sociais e fazer bom uso de suas ferramentas. “Precisamos fugir da apelação e do sensacionalismo, mas também temos que ser compartilháveis”, diz Donini. Além disso, a jornalista acredita que é preciso ajudar o público a entender essas redes, para que eles possam consumir informação com mais qualidade.

Assim como neste ano, dois grandes aliados da imprensa em 2018 serão o fact-checking e o jornalismo de dados, especialmente durante a cobertura de temas que “vão de encontro às crenças” dos leitores, diz Donini. O especial aposta na segurança pública, por exemplo, como um dos pontos centrais do debate eleitoral para o ano que vem. Os artigos também apontam a necessidade de maior aproximação entre o jornalismo e a academia para a abordagem de temas técnicos, como meio ambiente.

A iniciativa “O Jornalismo no Brasil” é inspirada no Predictions for Journalism, série de artigos publicada anualmente pelo Nieman Lab em que se apontam tendências e previsões para o ofício. No ano passado, o site norte-americano repercutiu o primeiro especial da Abraji e do Farol Jornalismo, lembra Donini. O objetivo do projeto brasileiro é trazer reflexões a partir da perspectiva de profissionais de dentro e fora da imprensa, que pensam a prática jornalística de diferentes ângulos.

Leia aqui o especial na íntegra.

SOBRE O AUTOR

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Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Criada em 2002 por um grupo de jornalistas brasileiros interessados em trocar experiências, informações e dicas sobre reportagem, principalmente sobre reportagens investigativas. É mantida pelos próprios jornalistas e não tem fins lucrativos.

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