OPINIÃO

Em conversa de bilabiais, ‘n’ não se mete – Por Edson Oliveira

bilabiais

Nunca levei Ari a sério, porque ele era o tipo de pessoa que preferia perder o amigo a perder a piada.

Até o dia em que, com tanto assunto convidativo para jogar conversa fora em um churrasco, ele preferiu comentar por que antes de “p” e “b” vem “m”, como se vê nas palavras “tempo” e “samba”.

Porque os fonemas (sons) /p/ (pê) e /b/ (bê) são bilabiais, exigindo que a consoante que marca a nasalização da vogal que os antecede seja pronunciada da mesma forma que eles, juntando-se os lábios, como acontece com o fonema /m/ (mê).

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Ou seja, em conversa de bilabiais, linguodentais – fonemas pronunciados com a língua tocando os dentes superiores, como /n/ (nê) – não se metem.

Já a explicação que tive ao longo de todo o tempo em que estudei na escola era que, antes de “p” e “b”, se colocava “m” porque a vida era assim, e fim de papo.

SOBRE O AUTOR

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Edson de Oliveira

Revisor há mais de 20 anos, corrigindo principalmente legendas de vídeo, transcrição de áudio, textos jornalísticos e acadêmicos, é editor dos blogues “EFMérides” e “Blogue da Revisão”.