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Entidades lançam Rede Nacional de Proteção de Jornalistas e Comunicadores

Entidades lançam Rede Nacional de Proteção de Jornalistas e Comunicadores
A plataforma será lançada em evento online, transmitido pelo YouTube. (Imagem: Divulgação).

O grupo terá como objetivo promover a proteção dos profissionais de imprensa

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A ARTIGO 19 e o Instituto Vladimir Herzog lançarão, na próxima terça-feira, 31, a Rede Nacional de Proteção a Jornalistas e Comunicadores. O grupo contará com uma plataforma para recebimento de denúncias de ataques a profissionais da categoria, que será levada ao público por meio de um evento online e gratuito, às 19h30.

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Segundo comunicado enviado ao Portal Comunique-se, o encontro será transmitido pelo canal do instituto no YouTube e terá como tema o processo de institucionalização dos ataques à imprensa no Brasil e terá a participação da diretora-executiva da Casa Sueli Carneiro, Bianca Santana, da cofundadora e editora-executiva da Agência Amazônia Real, Kátia Brasil, e da co-fundadora e co-diretora do Nós, Mulheres da Periferia, Semayat Oliveira.

O texto revela, ainda, que a iniciativa começou a ser projetada em 2018 e coloca em prática um sonho antigo da equipe do Instituto Vladimir Herzog e de parceiros. O objetivo de todos os envolvidos é garantir a segurança dos profissionais da imprensa.

“Os ataques a jornalistas e comunicadores no Brasil atingiram níveis extremamente preocupantes, que colocam em risco a nossa democracia. E é justamente isso que o projeto busca: garantir a segurança dos profissionais da imprensa e, com isso, fortalecer o nosso já tão combalido regime democrático”, explica Giuliano Galli, coordenador da área de jornalismo e liberdade de expressão da entidade.

O discurso é reforçado pela diretora-executiva Brasil e América do Sul da ARTIGO 19, Denise Dora. Com base em dados do Relatório Global de Expressão mais recente, ela ressalta a importância do apoio à categoria no contexto político atual do Brasil.

“Dados do nosso último Relatório Global de Expressão mostram que nosso País é uma democracia em crise. Em 2020, foram registradas 464 declarações públicas feitas pelo Presidente da República, seus ministros ou assessores próximos que atacaram ou deslegitimaram jornalistas e o seu trabalho, nível de agressão pública que não é visto desde o fim da ditadura militar. As violações contra jornalistas e comunicadores somam 254 casos”, aponta.

Como será o projeto

Além da plataforma de denúncias, a iniciativa das entidades ligadas ao jornalismo disponibilizará cartilhas, livros, artigos e vídeos sobre proteção e segurança. Como parte das ações do grupo, serão promovidas também oficinas a respeito de temas ligados ao jornalismo, liberdade de expressão e direitos humanos.

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Julia Renó

Jornalista, 23 anos. Natural de São José dos Campos (SP), onde vive atualmente, após temporadas em Campo Grande (MS). Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (MS) e voluntária da ONG Fraternidade sem Fronteiras, integra o time de jornalistas do Grupo Comunique-se desde julho de 2020.

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