COMUNICAÇÃO

Folha avacalha Bolsonaro: “presidente negacionista”

jair bolsonaro x folha de s. paulo - presidente negacionista - covid-19 - 400 mil mortes
Jair Bolsonaro, um "presidente negacionista", segundo a Folha de S. Paulo. | Imagem: Carolina Antunes/PR

Veículo de comunicação critica o presidente da República no dia em que o Brasil atinge a marca de 400 mil mortos por causa da Covid-19

Diante de mais de 400 mil mortes em decorrência do novo coronavírus no país, marca alcançada nesta quinta-feira, 29, a versão online da Folha de S. Paulo criticou diretamente o chefe do poder Executivo federal. Em manchete publicada em seu site, o veículo de comunicação classificou Jair Bolsonaro como um “presidente negacionista”.

Leia mais:

A reportagem da Folha em que, na chamada da home, Bolsonaro é chamado de negacionista é assinada pela dupla Dhiego Maia e Phillippe Watanabe. O conteúdo foi publicado minutos após o consórcio de imprensa sobre a Covid-19 — do qual o jornal paulistano faz parte — constatar que o vírus já foi o responsável direto por tirar a vida de 400.021 pessoas no Brasil ao decorrer dos últimos 13 meses.

O conteúdo apresentado pela Folha vai além de culpar ou criticar somente Bolsonaro pela questão da pandemia no país. A matéria fala, ainda, em “inépcia” por parte de todo o governo federal no combate à disseminação do novo coronavírus. Por outro lado, o texto alerta para a aceleração da contaminação (e dos óbitos) no Brasil, onde mais de 100 mil pessoas morreram em decorrência da doença somente nos últimos 37 dias. “Ritmo de óbitos dobrou em 2021”, observa.

Bolsonaro, negacionista e morticínio

As críticas da Folha de S. Paulo ao presidente da República não ficaram restritas na reportagem sobre as mais de 400 mil mortes no Brasil em decorrência da Covid-19. Em seu site, o veículo de comunicação centenário divulgou editorial (texto que marca a posição do jornal em determinado tema). Logo no título, a afirmação de que se está diante de um “morticínio brasileiro”.

“[O] presidente fazia blagues da preocupação sanitária e incentivava comportamentos de risco”

“A vantagem de ter sido uma das últimas nações a ser atingida pela pandemia iniciada na China — e ter tido tempo para aprendizado e preparo — foi desperdiçada pelo Brasil, cujo presidente fazia blagues da preocupação sanitária e incentivava comportamentos de risco”, afirma o editorial da Folha, jornal que tem Sérgio Dávila como diretor de redação.

SOBRE O AUTOR

avatar

Anderson Scardoelli

Jornalista, 31 anos. Natural de São Caetano do Sul (SP) e criado em Sapopemba, distrito da zona lesta da capital paulista. Formado em jornalismo pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e com especialização em jornalismo digital pela ESPM. Trabalhou de forma ininterrupta no Grupo Comunique-se durante 11 anos, período em que foi de estagiário de pesquisa a editor sênior. Em maio de 2020, deixou a empresa para ser repórter do site da Revista Oeste. Após dez meses fora, voltou ao Comunique-se como editor-chefe, cargo que ocupa atualmente.

COMENTAR

COMENTAR