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Folha lança enquete sobre linguagem “neutre”

Folha lança enquete sobre linguagem “neutre”
O tema tem sido pauta de discussões recentemente. (Imagem: iStock).

O questionamento foi ao ar na mesma semana em que o assunto foi pauta de reportagem no jornal

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A Folha de S. Paulo está entrando para a discussão sobre o uso de uma linguagem neutra no Brasil. A mudança gramatical é pauta de enquete lançada na última terça-feira, 5, que destaca o aumento do uso do gênero neutro em diversos meios.

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O veículo de comunicação centenário faz uma breve introdução ao formulário online, na qual menciona a popularização dos termos, inicialmente presentes apenas nos meios digitais. “Antes restrito às redes sociais, principalmente entre ativistas transgênero, o uso do gênero neutro vem-se espalhando ao longo dos últimos anos entre grupos não ativistas”, aponta a descrição da enquete.

O formulário que leva como título a “Linguagem ‘neutre’” foi ao ar na mesma semana em que o jornal publicou uma matéria que aponta a popularização destes termos na televisão, em livros e na cultura pop. De autoria do jornalista Pedro Martins, o material mostra como diversas produções têm substituído as letras “a” ou “o”, em finais de palavras, pelas vogais “a”, “i”, ou “u”.

“A cena protagonizada por Savalla [personagem de novela mencionada anteriormente no texto], que se repete algumas vezes ao longo do folhetim, evidencia um ponto de partida na indústria do entretenimento que agora vai se consolidando. Se antes o uso do gênero neutro era restrito às redes sociais, principalmente entre ativistas transgênero, ao longo dos últimos anos ele vem se espalhando pelos pilares da cultura pop”, afirma a reportagem.

O que é a linguagem neutra?

Simplificada como a terceira forma de tratamento, a linguagem neutra tem como proposta o uso de palavras que vão além dos gêneros masculino e feminino, tradicionalmente utilizados no português. A proposta surge com o objetivo de promover a inclusão social de pessoas que não se sentem representadas nos moldes atuais e gera discussões tanto entre a população geral como entre os gramáticos.

Inicialmente, na internet, o tema ganhou força com o uso dos finais “x” e “@” em palavras. A modificação não se mostrava inclusiva por dificultar a leitura e ganhou uma nova versão, com a troca dos finais em “a” e “o” pelas demais vogais, “e”, “i” e “u”, especialmente a primeira.

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Julia Renó

Jornalista, 24 anos. Natural de São José dos Campos (SP), onde vive atualmente, após temporadas em Campo Grande (MS). Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (MS), pós-graduanda em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi e voluntária da ONG Fraternidade sem Fronteiras, integra o time de jornalistas do Grupo Comunique-se desde julho de 2020.

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