COMUNICAÇÃO

Luto no jornalismo esportivo: Cadu Cortez morre vítima de infarto

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Cadu Cortez em ação pelo DAZN. (Imagem: reprodução)

Jornalista passou mal durante viagem de avião da Argentina para o Brasil

Cadu Cortez tinha 40 anos e vinha trabalhando como locutor esportivo para o DAZN

Colegas do jornalismo esportivo entram em luto e lamentam morte do profissional

O jornalismo esportivo brasileiro amanheceu em luto. Aos 40 anos, o locutor esportivo Cadu Cortez entrou na manhã desta terça-feira, 3, para a lista de vítimas fatais do infarto. Ele passou mal durante o voo de Buenos Aires para Guarulhos (SP). Ele estava na Argentina para cobrir jogos transmitidos pelo DAZN, plataforma de streaming para a qual trabalhava desde outubro do ano passado.

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De acordo com informações de Gabriel Vaquer no UOL, Cadu Cortez chegou a ser atendimento pela equipe médica do aeroporto de Guarulhos. O jornalista chegou a ser levado ao hospital, onde sofreu novas paradas cardíacas e não resistiu. Conforme informações de colegas recebidas pela reportagem do Portal Comunique-se, o locutor esportivo chegou até apresentar melhora na madrugada, tendo até conversado com o seu pai, que é médico. Sofreu, porém, infarto fulminante na madrugada desta terça.

Em nota, o DAZN lamentou a baixa para o jornalismo esportivo. “Estamos profundamente entristecidos com a morte prematura de Cadu Cortez, um narrador talentoso, respeitado e querido por todos nós. Hoje marca um dia muito triste para o DAZN e o mundo do esporte”, pontua a empresa. “Cadu foi um profissional vibrante, cuja personalidade vivaz nos entreteve em diversos momentos. Sempre nos lembraremos dele pelo dinamismo e pela paixão que ele nutria pelo esporte. Ele sem dúvida fará muita falta. Estendemos nossos pensamentos e apoio à família e aos amigos do Cadu, nesse momento de despedida e tristeza”, complementou a plataforma de streaming desportivo.

Carreira

Formado em jornalismo em 2001 pela FMU, Cadu Cortez teve passagens por emissoras de rádio e televisão e também atuou como locutor de eventos. Foi repórter e apresentador da Rádio Eldorado e da TV Cultura de São Paulo. Investindo no jornalismo esportivo, trabalhou como narrador na Latin Sports e nos canais Fox Sports, além de rápida passagem pela Rádio Capital. Foi por anos o locutor dos eventos realizados pela marca Red Bull no Brasil. No último semestre de 2019, além de chegar ao time do DAZN, passou a atuar no time de editores e apresentadores do núcleo de podcasts do Estadão.

Colegas em luto

A morte de Cadu Cortez em decorrência de um infarto chocou o jornalismo esportivo do país. Pelas redes sociais, colegas fizeram questão de mostrar que estão em luto. E listaram algumas das qualidades do já saudoso companheiro — tanto no âmbito profissional quanto pessoal. “Jornalista, repórter, narrador e apresentador capaz de imitar o Leandro Quesada como se fosse ele mesmo. Como se incorporasse o personagem. Como se o dublasse. Como o seu pai dublava o meu herói desde criança. A gente aprende que a vida não é um desenho animado. Mas Cadu é desses caras que faz a vida ser mais animada”, postou Mauro Beting.

Eu o ouvi antes de o ver. Na Rádio Bandeirantes. E o ouvia imitando o inimitável Cláudio Zaidan. E outras impagáveis na Rádio Clone. Quando fui pra lá ele já não estava. Acabamos amigos. Colegas de Fox Sports como no vídeo acima. Programas, jogos e os melhores momentos da Bundesliga. Onde às vezes até falávamos dos jogos. Mais comentávamos outras coisas da vida que nos uniu mais do que como colegas. Até porque o pai dele também o ouvia antes de o ver num almoço inesquecível. Pela simpatia e carinho uma delícia o conhecer. Cadu tinha berço. E também voz e talento como o pai que antes de ser médico foi dublador. Bem jovem. Ainda adolescente. Fazendo a voz de um garoto. Jonny Quest. O pai do Cadu era a versão brasileira do menino que era personagem-título do meu desenho mais amado. Jonny Quest. Cadu era o filho do Jonny Quest. Para mim bastaria para ser o máximo. E ele é um pouco mais do que isso. Jornalista, repórter, narrador e apresentador capaz de imitar o Leandro Quesada como se fosse ele mesmo. Como se incorporasse o personagem. Como se o dublasse. Como o seu pai dublava o meu herói desde criança. A gente aprende que a vida não é um desenho animado. Mas Cadu é desses caras que faz a vida ser mais animada. O vídeo é de um programa antes da estreia do Palmeiras na Libertadores de 2016. Hoje é véspera da nova estreia palmeirense. Eu só queria mesmo era quem alguém pudesse imitar o Cadu para que ele continuasse com a gente. Força e luz à família. Ao meu amigo Jonny Quest, você é um herói.

Publicado por Mauro Beting em Terça-feira, 3 de março de 2020

É esse sorriso e o seu alto astral que eu vou guardar para sempre na minha memória, Cadu.É também o seu talento,…

Publicado por Ricardo Capriotti em Terça-feira, 3 de março de 2020

Terça-feira começa com uma pancada forte nos nossos corações. Perdemos Cadu Cortez. Trabalhei com ele na Rádio Capital,…

Publicado por Luis Carlos Quartarollo em Terça-feira, 3 de março de 2020

Que notícia triste, meu amigo Cadu Cortez acaba de falecer, vítima de um infarto fulminante. Um cara do bem, de sorriso…

Publicado por Luciano Luiz em Terça-feira, 3 de março de 2020

Cadu Cortez / Vai na paz! Nos falamos há poucos dias. Havíamos adiado uma revanche de tênis. O primeiro jogo aconteceu…

Publicado por Wagner Prado em Terça-feira, 3 de março de 2020

Nao quero crer nisso meu amigo e irmão querido. De tantos papos sobre familia.. De luta diária em nossa profissao….

Publicado por Fernando Camargo em Terça-feira, 3 de março de 2020

Adeus

Familiares, colegas e admiradores do trabalho de Cadu Cortez poderão se despedir do jornalista esportivo. O corpo dele será velado no início da tarde desta terça-feira, 3 (das 12h às 14h), no Cemitério de Congonhas, na capital paulista. O enterro deve ocorrer por volta das 14h.

SOBRE O AUTOR

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Anderson Scardoelli

Orelhudo, observador e contador de histórias. Não necessariamente nessa ordem. De sua querida Estância Turística de Sapopemba, na zona leste de São Paulo, para o mundo. Graduado em jornalismo pela Uninove e com especialização em jornalismo digital pela ESPM, mas gosta mesmo de dizer que foi formado pelo Comunique-se. Trabalha na empresa há mais de 10 anos, indo de estagiário de pesquisa a editor sênior. No meio do caminho, foi estagiário de redação, trainee, subeditor, editor júnior e editor pleno. Gosta de escrever e de falar sobre (adivinhem?) jornalismo!

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