COMUNICAÇÃO

Ministro deseja que Dráuzio e Globo “terminem no inferno”

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Ministro usou rede social para atacar médico e emissora. (Imagem: reprodução)

Abraham Weintraub ofende o doutor e o veículo de mídia. Ministro da Educação quer ver Dráuzio Varella e a TV Globo no inferno

Além do deputado Eduardo Bolsonaro, outro integrante do governo do presidente Jair Bolsonaro usou a internet para tecer críticas a Dráuzio Varella e à Globo. Ministro da Educação, Abraham Weintraub foi mais um a se posicionar a respeito da entrevista do ‘Fantástico’ com uma presidiária trans. Ele, porém, não se contentou em meramente analisar o trabalho do médico-repórter e do canal de televisão.

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Pelo Twitter, o ministro da Educação registrou a torcida para que Dráuzio Varella e a Globo “terminem no inferno”. Com erros de português, Abraham Weintraub afirmou que o repórter do ‘Fantástico’ e a família Marinho, controladora da emissora, “não conseguem pedir desculpas”. “Não têm empatia ou compaixão com as crianças e famílias vítimas desse pedófilo! Continuem defendendo esse estuprador assassino, vocês se merecem”, escreveu o aliado de Jair Bolsonaro em referência ao fato de Suzy, a trans entrevistada na última semana, ter sido condenada por estuprar e estrangular uma criança de nove anos.

Em outra postagem, Abraham Weintraub promoveu a hashtag #BoicoteAGlobo, assim como o deputado Eduardo Bolsonaro. O ministro da Educação seguiu atacando Dráuzio Varella, a TV Globo e cometendo mais um erro relacionado à língua portuguesa (“a serviço” não tem crase). “Não vejam, não assistam, não comprem, NÃO FALEM COM NINGUÉM (entrevistas) que trabalhe para essa família marinho”, publicou, incentivando que, além dos telespectadores, possíveis fontes deixem de interagir com a maior emissora de televisão aberta do país.

Da mesma forma em relação aos comentários feitos por Eduardo Bolsonaro, a direção da Rede Globo de Televisão não se posicionou, ao menos até o momento, sobre as postagens divulgadas pelo ministro da Educação.

SOBRE O AUTOR

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Anderson Scardoelli

Orelhudo, observador e contador de histórias. Não necessariamente nessa ordem. De sua querida Estância Turística de Sapopemba, na zona leste de São Paulo, para o mundo. Graduado em jornalismo pela Uninove e com especialização em jornalismo digital pela ESPM, mas gosta mesmo de dizer que foi formado pelo Comunique-se. Trabalha na empresa há mais de 10 anos, indo de estagiário de pesquisa a editor sênior. No meio do caminho, foi estagiário de redação, trainee, subeditor, editor júnior e editor pleno. Gosta de escrever e de falar sobre (adivinhem?) jornalismo!

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