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O que jornalistas têm para falar sobre o Dr. Jairinho?

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Dr. Jairinho antes de ser preso pela morte de Henry Borel | Imagem: Reprodução/Gabriel Monteiro

Vereador do Rio de Janeiro está preso por suspeita de assassinato do menino Henry Borel

O avanço das investigações a respeito da morte do garoto Henry Borel, colocando o vereador carioca Dr. Jairinho (Solidariedade) como suspeito de assassinato, provocou comoção e indignação nas redes sociais. Diante da prisão efetuada na quinta-feira, 8, jornalistas relataram no Twitter as impressões sobre o político — além de relembrar a trajetória dele dentro e fora dos bastidores do poder do Rio de Janeiro.

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Editor e idealizador do Blog do Berta, projeto de jornalismo online que se propõe a divulgar informações exclusivas relacionadas à política do Rio de Janeiro, Ruben Berta lembrou de um momento ocorrido anos atrás. Na ocasião, ele entrevistou a figura hoje presa sob suspeita de espancar até a morte uma criança de quatro anos de idade.

“Pode parecer um detalhe bobo, mas a lembrança que sempre me vem de Dr. Jairinho foi de uma vez que fiz algumas perguntas a ele na Câmara [dos vereadores do Rio de Janeiro] — nem me recordo a pauta, confesso —, e o vereador apertava meu ombro enquanto respondia”, afirmou o jornalista por meio de seu perfil na rede social.

Os problemas envolvendo o hoje vereador afastado e detido na capital fluminense parecem ir além da morte do menino Henry. Pela rede social, a repórter Ana Luiza Albuquerque, da Folha de S. Paulo, divulgou o conteúdo produzido em parceria com Catia Seabra. No material, as duas destacam que o político chegou a ser citado em suposto envolvimento com milícias, além de ter sido investigado em caso de tortura de jornalistas.

Na imprensa, há quem fizesse questão de ressaltar a indignação com o político carioca. Exemplo de Guga Chacra. Comentarista da GloboNews e “Mestre do Jornalismo” do Prêmio Comunique-se como repórter internacional, ele usou poucas palavras para comentar o assunto. “Este Dr. Jairinho é um monstro”, definiu. Milton Neves foi pelo mesmo caminho. “Jairinho? Esse ordinário tá mais para Capetinha, Demoniozinho ou, melhor, filhodaputão!”, publicou o cronista esportivo.

Problemas

Fundadora da plataforma Fogo Cruza do, Cecília Olliveira compartilhou reportagem do portal G1. O conteúdo destaca o teor do laudo da morte do menino Henry. “Polícia diz que Dr. Jairinho torturou Henry. Laudo do IML mostra ‘infiltração hemorrágica’ na parte frontal, lateral e posterior da cabeça e ‘grande quantidade de sangue no abdômen’, ‘contusão no rim’ e ‘trauma com contusão pulmonar’”, observou a jornalista.

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Adriana Carranca lembrou que o hoje suspeito de assassinato de uma criança chegou a integrar os quadros de legenda que defende os valores cristãos e manteve relação próxima ao ex-prefeito Marcelo Crivella. “Foi o vereador mais votado do Partido Social Cristão (PSC), em 2004, reeleito para mais quatro mandatos e líder do governo do bispo da Igreja Universal, Marcelo Crivella”.

Doutor?

Âncora da rádio CBN em Brasília, Brunno Melo fez um pedido público: para que colegas de imprensa parem de se referir ao vereador carioca como Dr. Jairinho. “O nome do monstro é Jairo Souza Santos Júnior. Parem com essa coisa de doutor Jairinho”, afirmou o comunicador. Nesse sentido, foi acompanhado por Ricardo Capriotti, da Rádio Bandeirantes.

“Por que ‘doutor’ Jairinho?”, questionou Capriotti. “Esse sujeito nunca exerceu a medicina, não cursou doutorado, passou a vida mamando nas tetas do contribuinte. Acusado de cometer um homicídio contra uma criança de quatro anos. O nome dele é Jairo, só isso. É preciso acabar com esta subserviência de poder”, prosseguiu o jornalista.

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SOBRE O AUTOR

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Anderson Scardoelli

Jornalista, 31 anos. Natural de São Caetano do Sul (SP) e criado em Sapopemba, distrito da zona lesta da capital paulista. Formado em jornalismo pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e com especialização em jornalismo digital pela ESPM. Trabalhou de forma ininterrupta no Grupo Comunique-se durante 11 anos, período em que foi de estagiário de pesquisa a editor sênior. Em maio de 2020, deixou a empresa para ser repórter do site da Revista Oeste. Após dez meses fora, voltou ao Comunique-se como editor-chefe, cargo que ocupa atualmente.

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