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Prédio do jornal Clarín é alvo de ataques com bombas na Argentina

Prédio do jornal Clarín é alvo de ataques com bombas na Argentina
As bombas foram arremessadas por um grupo de, aproximadamente, nove pessoas. (Imagem: reprodução/ Clarín).

O jornal considerou o caso como “uma expressão violenta de intolerância a um meio de comunicação”

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Um dos maiores jornais da Argentina, o Clarín, teve sua sede atacada na noite da última segunda-feira, 22. Foram arremessadas entre sete e oito bombas caseiras, do tipo coquetel molotov, contra o prédio do veículo de comunicação. As informações foram divulgadas pelo próprio jornal, em espanhol.

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Em comunicado oficial, o Clarín informou que o ataque foi realizado pouco depois das 23h por, ao menos, nove pessoas encapuzadas. As bombas foram arremessadas próximo a uma das entradas do prédio, que estava fechada, causando um início de incêndio. Ninguém se feriu.

O grupo de comunicação argentino lamentou o ocorrido e repudiou a atitude do grupo, inicialmente considerada um exemplo de intolerância à imprensa. “Lamentamos e condenamos este grave acontecimento, que à primeira vista, aparece como uma expressão violenta de intolerância a um meio de comunicação. Esperamos um esclarecimento urgente e punição”, escreveu o jornal.

Por meio de vídeos das câmeras de segurança da sede do jornal, que registraram o momento dos ataques, investigações foram iniciadas. Responsável pelo caso, o juiz Luis Rodrígues, do Juizado Federal nº 9, classificou os atos de violência como “intimidação pública”.

Até o momento, acredita-se que o grupo responsável pelas bombas seja de estrangeiros. Matéria publicada pelo Clarín, aponta que foi encontrada digital em uma das bombas não estouradas, mas a informação não condiz com as bases do Registro Nacional de Pessoas (Renaper, sigla em espanhol).

O ataque foi repudiado pelo presidente Alberto Fernández e por sua vice, Cristina Kirchner, nas redes sociais, “Esperamos que os acontecimentos se esclareçam e os autores sejam identificados a partir da investigação que está em andamento”, escreveu Fernández.

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Julia Renó

Jornalista, 24 anos. Natural de São José dos Campos (SP), onde vive atualmente, após temporadas em Campo Grande (MS). Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (MS), pós-graduanda em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi e voluntária da ONG Fraternidade sem Fronteiras, integra o time de jornalistas do Grupo Comunique-se desde julho de 2020.

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