COMUNICAÇÃO

Trabalhar em empresa grande é status e sonho; nas pequenas, é mais ‘mão na massa’

Trabalhar em empresa grande é status e sonho; nas pequenas, é mais ‘mão na massa’

Trabalhar em empresas pequenas — como startups — é diferente de trabalhar nas grandes inclusive no que diz respeito às tarefas que as pessoas de comunicação e marketing precisam desempenhar no dia a dia.

Ter uma passagem por marcas populares no País pode significar um chamativo e tanto para o currículo — e pode representar também uma realização pessoal. Mas atuar em empresas emergentes pode agregar de outras formas à experiência profissional e ao repertório de habilidades.

O motivo mais evidente disso é a comparação de estruturas. Grandes empresas têm uma organização planejada, com equipes robustas para cada pequena necessidade. Pequenas empresas, no geral, dividem grandes responsabilidades entre si, nutrindo desde cedo uma qualidade importante de senso de pertencimento — uma maneira de engajar e compartilhar as glórias e conquistas de maneira coletiva.

Bruni Lavander, que trabalha na Digibee, destaca a facilidade que as startups oferecem para que colaboradores sugiram ideias diretamente com a liderança da empresa, diferentemente daquela estrutura labiríntica que você já deve conhecer de muitas enterprises. É desafiador conversar com o CEO sem hora marcada, expor suas intenções para outros supervisores e, quem sabe, correr o risco de gerar a insatisfação de gestores que consideraram o seu movimento como “passar por cima do seu chefe”.

Esse foi o teor da edição #272 do Podcast-se, que você ouve abaixo.

Quando se trata de desenvolvimento acelerado da bagagem profissional, muitas startups estão correndo em paralelo às estruturas já tradicionais do mercado. No entanto, existe um perfil desejado por quem contrata para essas pequenas empresas, como agilidade, adaptabilidade e bastante resiliência para aprender, arriscar, errar e aprender com isso também.

As grandes empresas que fiquem de olho. Muitas delas estão no patamar que estão principalmente em decorrência do tempo de mercado. Mas veja só o que já ocorreu com a Kodak e a Blockbuster, entre outras empresas que não se atentaram às mudanças. Aqui, a mudança não vem exclusivamente das startups, mas de um perfil multidisciplinar que vem formando as novas gerações.

Não à toa, além de soft skills (como empatia, ética e curiosidade) alguns especialistas têm alertado para as hard skills que muitos profissionais de comunicação e marketing podem ter para galgar posições de destaque no mercado de trabalho, como:

  • Capacidade de gerir multitarefas;
  • Excel;
  • Análise de dados;
  • Analytics;
  • Habilidades em SEO;
  • Habilidades de comunicação.

Existem outras hard skills, ainda, que podem ajudar a moldar o tipo de profissional que as startups (e também as grandes empresas, por que não?) podem se interessar para figurar em seus quadros de funcionários. E não valem só para o marketing digital e a comunicação, não, mas para todos os setores. Dê uma conferida neste artigo do Search Engine Journal sobre o assunto.

Sobre o Podcast-se

O Podcast-se é o podcast oficial do Grupo Comunique-se. Está no ar há mais de três anos e já tem quase 300 episódios no ar. Figura entre os top-10 podcasts de Marketing do Brasil segundo o ranking de audiência do Chartable. Está disponível nas principais plataformas, como SpotifyApple PodcastsGoogle Podcasts e outras.

SOBRE O AUTOR

Cassio Politi

Cassio Politi já foi editor e diretor de conteúdo do Comunique-se, além de ombudsman do Portal. Atualmente, dirige os cursos do C-se e é o responsável pelo Podcast-se, que figura entre os top-10 podcasts de marketing do País de acordo com o Chartable. Escreveu o primeiro livro em português sobre content marketing. Em 2015, foi eleito pela Digitalks o profissional do ano em content marketing no Brasil. É, desde 2014, o único brasileiro a compor o seleto júri do Content Marketing Awards, o principal prêmio do mundo na categoria. Por sua empresa, a Tracto, presta consultoria ou produz conteúdo para empresas de variados portes no Brasil e na América Latina, incluindo multinacionais. Apresentou alguns de seus cases em eventos nos Estados Unidos. Está no Hall da Fama do Content Marketing World, em Cleveland, do qual participa anualmente desde 2012.