OPINIÃO

WhatsApp e a consolidação como principal canal entre marcas e consumidores

whatsapp marcas e consumidores - joão paulo borges
(Imagem: reprodução)

“O potencial do WhatsApp para informar e fidelizar clientes é enorme. Falo isso baseado não só com a experiência na implantação de canais oficiais, institucionais e empresariais e estudos sobre comunicação”. É que afirma João Paulo Borges

Leia, abaixo, mais um artigo exclusivo de João Paulo Borges para o Portal Comunique-se. Ele é especialista em comunicação pelo… WhatsApp

Qual é o primeiro aplicativo que você pensa quando deseja entrar em contato com alguém ou alguma empresa? Tenho certeza que é o WhatsApp. Antes mesmo da pandemia do novo coronavírus atormentar o Brasil e o mundo e obrigar muitos negócios a se reinventarem, principalmente para se conectar com os seus clientes, o mensageiro já se consolidava como principal canal entre marcas e consumidores.

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O potencial do WhatsApp para informar e fidelizar clientes é enorme. Falo isso baseado não só com a experiência na implantação de canais oficiais, institucionais e empresariais e estudos sobre comunicação pelo WhatsApp, mas em pesquisas também. Em janeiro deste ano, uma pesquisa independente produzida por uma parceria entre o site de notícias Mobile Time e a empresa de soluções de pesquisas Opinion Box, entrevistou 2.072 brasileiros com mais de 16 anos de idade. Destes, 99% declaram ter o WhatsApp instalado no seu celular e abrirem diariamente. Mais importante que isso, 76% afirmaram utilizar o aplicativo para se comunicarem com empresas.

E qual o objetivo desta comunicação? Tirar dúvidas, pedir informações, receber promoções e comprar produtos e serviços estão entre as principais respostas. Esse é um retrato do quando os consumidores no Brasil desejam falar com com as marcas pelo WhatsApp e o quanto estão abertos a fazerem deste um canal de via de mão dupla, em que não só enviam, como recebem mensagens e conteúdo. Mais do que nunca, reforço o que tenho dito em palestras e workshops sobre o tema: é preciso ter estratégias de comunicação e marketing pelo aplicativo mais popular do Brasil.

“É preciso ter estratégias de comunicação e marketing pelo aplicativo mais popular do Brasil”. João Paulo Borges

Para reforçar esse potencial, a meu ver ainda pouco explorado por pequenas e médias empresas, uma das perguntas feitas na pesquisa foi se há risco de o brasileiro se cansar do WhatsApp? O resultado mostra que não. Apenas um em cada quatro usuários do WhatsApp entendem que passam mais tempo do que deveriam nesse aplicativo e reclamam que isso atrapalha a sua rotina diária. Por outro lado, a maioria esmagadora, ou 68%, diz que passa o tempo necessário no WhatsApp. “Nem muito, nem pouco”. E 8% avaliam que passam pouco tempo no app.

Toda essa reflexão deve ser levada em conta na hora de planejar sua estratégia de contato com seus clientes. Não importa se o seu negócio vende produtos ou serviços, é municipal, estadual ou nacional: o WhatsApp é uma excelente ferramenta de marketing e vendas incrível. Facilite o contato do seu público-alvo com um número oficial da sua empresa. Organize e segmente quem contata você dentro do aplicativo (recomendo a criação de listas de transmissão segmentadas ou a atualização das etiquetas da versão business).  E planeje o envio periódico de dicas e informações, direta ou indiretamente, ligadas ao seu ramo de atuação. Comece, por exemplo, com botões de WhatsApp no seu site e links em anúncios no Facebook e Instagram.

“Facilite o contato do seu público-alvo com um número oficial da sua empresa. Organize e segmente quem contata você”. João Paulo Borges

SOBRE O AUTOR

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João Paulo Borges

Jornalista, especialista em ciência política pela Universidade de Brasília (UnB), com 12 anos de experiência em assessoria de comunicação política, institucional e empresarial. Atuou em Brasília de 2007 a 2011, onde assessorou dois deputados federais. Há oito anos trabalha em Florianópolis. Em 2019, concluiu o masterclass de marketing e comunicação política ministrado pelo professor Marcelo Vitorino na ESPM.

Até janeiro de 2019, foi um dos responsáveis pela comunicação da Federação Catarinense de Municípios (Fecam). Na entidade, apresentou, planejou e operacionalizou o projeto de implantação de um canal institucional para distribuição de mensagens pelo WhatsApp -- ação pioneira entre entidades representativas. Dedica-se ao estudo da comunicação pelo WhatsApp desde 2016, publicou artigos com reflexões sobre o tema no Portal Comunique-se e prestou consultoria para implantação de mais de 10 canais oficiais e institucionais para distribuição de informações pelo mensageiro.

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