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Funcionários da EBC anunciam greve no Rio, São Paulo e Brasília

Funcionários da EBC anunciam greve no Rio, São Paulo e Brasília
Funcionários da empresa de comunicação em protesto, realizado em agosto. (Imagem: reprodução/ Fenaj).

A paralisação será por tempo indeterminado.

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A próxima sexta-feira, 26, será dia de greve entre trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A decisão foi divulgada por meio de comunicado enviado à imprensa na última quarta-feira, 24, e foi tomada durante assembleias realizadas simultaneamente entre as equipes do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

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A paralisação terá início à 0h e seguirá por tempo indeterminado. Os encontros contaram com aproximadamente 300 pessoas, entre funcionários dos veículos controlados pela EBC, como a TV Brasil, Agência Brasil e a rádio MEC. Segundo informa a comissão de empregados da empresa de comunicação, o motivo da paralisação é a “conduta recriminável da empresa”, com relação ao acordo salarial, que segue em negociação desde 2020.

“Durante a assembleia, os trabalhadores protestaram contra o descaso patronal, as sucessivas perdas salariais enfrentadas, a negativa da empresa em manter minimamente direitos que já constam em vários Acordos Coletivos de Trabalho e que representam conquista histórica da categoria”, aponta o texto enviado ao Portal Comunique-se.

O último acordo de trabalho entre a EBC e seus funcionários foi firmado em 2019 e, recentemente, teve seu fim anunciado. Com isso, são encerrados também benefícios concedidos aos colaboradores, como mães e pessoas com deficiência. “Entre os cortes estão até estabilidade para mães que acabaram de retornar da licença-maternidade, auxílio a pessoas com deficiência, redução de hora noturna e liberações sindicais”, afirma a comissão.

Privatização da EBC

Na mensagem, os trabalhadores defendem que a situação atual é parte de um desmonte da EBC, que tem como objetivo levar à sua privatização. A pauta a respeito da desestatização da empresa de comunicação tem sido amplamente discutida entre funcionários, políticos e comunicadores.

Em maio deste ano, a estatal foi incluída no plano de privatizações apresentado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Desde então, foram realizados debates e manifestações contrários à medida.

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Julia Renó

Jornalista, 24 anos. Natural de São José dos Campos (SP), onde vive atualmente, após temporadas em Campo Grande (MS). Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (MS), pós-graduanda em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi e voluntária da ONG Fraternidade sem Fronteiras, integra o time de jornalistas do Grupo Comunique-se desde julho de 2020.

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