OPINIÃO

O marketing e a jornada da marca

marketing - jornada de compra
(Imagem: reprodução)

“Não há como deixar de fazer marketing no atual ambiente de negócios”. Portal Comunique-se publica artigo da jornalista Karina Grechi Tagata

Marketing digital, marketing integrado, comunicação de marketing, marketing offline, marketing de marca, marketing multinível, marketing onmichannel. Nunca se falou tanto dos vários “marketings”, mas o fato que realmente permanece é a necessidade de que produtos e serviços precisam se comunicar com seus públicos de interesse.

O marketing é tudo que se relaciona com a ideia da venda de um produto ou serviço; mais ainda, da própria marca. Segundo a Wikipedia, marketing é “a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades do mercado”.

Não há como deixar de fazer marketing no atual ambiente de negócios: seria condenar empresa e seu produto ao ostracismo. Neste mundo 4.0, as consequências seriam nefastas para qualquer negócio.

Nesse sentido, a perenidade da disciplina permanece, mas sua importância se torna cada vez mais vital, num mundo onde a informação – nem sempre boa ou verdadeira, chega em segundos ao consumidor final.

O que fazer então?

Conhecer seu produto e conhecer quem compra seu produto. Parece óbvio e simples. Só que não é. Num ambiente disperso e fluido como o da economia atual, as marcas precisam coexistir com seus públicos de interesse e consumo; precisam estar nos lugares onde seu público está, precisam “experimentar” a própria cultura e propósitos, para entender porque encantam este e não aquele consumidor. E isso também se aplica ao employer branding, na atração e retenção de talentos, na medida em que cria o sentimento de “querer pertencer”, de “gostar de pertencer”.

Essa é o que chamo de jornada da marca, um processo de aprendizado que passa pelo entendimento da trajetória que a une a seus públicos-alvo. É esse aprendizado que propiciará ao fim do dia, a experiência prazerosa do cliente/talento, que se encantará e se tornará um consumidor/embaixador da marca, a tão falada “jornada do cliente/candidato”.

Para isso é imprescindível criar estratégias vencedoras, que considerem o conjunto de ferramentas e plataformas de que a marca dispõe, definindo seus usos e verbas em função de seus públicos e de seu momento. Nada de pacotes fechados ou daquilo que é moda: é preciso personalizar a abordagem e assim assegurar o resultado que se pretende.Reconhecer a própria cultura, manter a coerência entre o DNA da organização e seu marketing, é respeitar a identidade da marca.

De que adianta criar plataformas digitais internas que forneçam informações em tempo real, se o funcionário não pode acessá-las durante o expediente? Por que investir num e-commerce se o cliente prefere consultar o site, mas comprar “olho no olho”, na loja física?

Isso transmite autenticidade e segurança aos públicos de interesse, criando a diferenciação tão necessária a qualquer produto ou serviço. Marketing é comunicação e “quem não se comunica se trumbica” já dizia o Velho Guerreiro. Com inteligência, sensibilidade e timing, ele alavanca e sustenta qualquer marca; por isso, marketing é para sempre, mas é principalmente bem-feito e para já.

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Por Karina Grechi Tagata. Jornalista, com mais de 25 anos de profissão, adquiridos em grandes empresas de segmento de mídia e multinacionais, com vivência gerencial em comunicação e marketing. Atua como Assessora de Imprensa voluntária no Conselho Regional de Relações Públicas de São Paulo e Paraná.

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