OPINIÃO

Respeitar seu limite é bom para todos – por Lygia Pontes

limite - artigo de lygia pontes
(Imagem: Shutterstock.com)

“Quando identifiquei que estava desrespeitando o meu limite, passei a me organizar de outra forma e a dizer “não” sempre que necessário”. Portal Comunique-se publica mais um artigo da comunicadora e consultora Lygia Pontes

Gestão do tempo, networking e comportamento no ambiente de trabalho são alguns dos temas que abordo em minha consultoria em felicidade profissional e eficácia. Um ponto que sempre aparece quando falo sobre essas questões com meus clientes é a importância de identificarmos e, consequentemente, de respeitarmos os nossos limites.

Em um primeiro momento, pode parecer que apenas quem coloca isso em prática será beneficiado. Afinal, ao compreendermos até onde queremos e podemos ir em uma relação pessoal ou no trabalho, conseguimos gerenciar as expectativas dos outros em relação à gente e deixar claro o que iremos oferecer.

“Pense no que pode fazer para respeitar os seus limites e em como pode agir com os envolvidos” (Lygia Pontes)

Mas, quando vamos mais fundo, percebemos o quanto as demais pessoas envolvidas também se beneficiam. Afinal, compreendemos claramente o papel e a responsabilidade de todos os envolvidos na situação. Recomendo um exercício para testar:

  1. Pense em uma situação que incomoda você e que envolve outras pessoas;
  2. Entenda porque você se incomoda com a situação;
  3. Reflita sobre como trata os envolvidos;
  4. Pense no que pode fazer para respeitar os seus limites e em como pode agir com os envolvidos.

Para ilustrar, compartilho um exemplo:

  1. Há alguns anos, quando eu era funcionária de uma empresa, trabalhava mais de 12 horas por dia;
  2. Eu sentia que não tinha controle sobre minha agenda, sobre a quantidade de horas que trabalhava e que a regra era fazer hora-extra todos os dias.
  3. Eu não conseguia agir de forma positiva com meus colegas de trabalho, porque estava muito estressada e porque acreditava que eles eram responsáveis pelas minhas longas jornadas.
  4. Quando identifiquei que estava desrespeitando o meu limite, passei a me organizar de outra forma e a dizer “não” sempre que necessário. Com essa nova postura, comecei a trabalhar o número de horas viável para mim e suficientes para a empresa. Com isso, parei de enxergar meus colegas como os responsáveis pelo meu estresse, meu humor e minha eficiência melhoraram e comecei a conviver melhor com as pessoas.

Sempre que me vejo incomodada com uma situação, eu me lembro desse exemplo e me inspiro nele para evitar conflitos desnecessários e para discutir apenas sobre o que realmente precisa ser discutido. É um exercício simples, mas que traz grandes benefícios, como a construção de relacionamentos positivos.

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